Pressão estética: veja com a Pantys como driblá-la!

pressão estética: vamos entender um pouco mais sobre esse assunto?

O conceito de beleza é realmente amplo e, podemos dizer, que é também abstrato. Para você, algo pode ser considerado belo se tiver determinados traços, enquanto para outras pessoas essa concepção muda totalmente. Independentemente do conceito de beleza, não há como negar que a pressão estética existe e nos domina dia após dia.

Em um território tão miscigenado como o Brasil, em que mais de 55% da população é parda ou negra, o estereótipo continua sendo a mulher branca, cis-hetéro, alta e magra. Grande parte dessa construção social tem relação com uma cultura patriarcal, em que a feminilidade "perfeita" é sinônimo de delicadeza e fragilidade.

Mas, por que? Em que lugar está escrito que devemos ser assim? Amiga, já estamos fartas disso! O nosso corpo só diz respeito a nós mesmas, e deve ser assim. Nossas curvas, consideradas "fora do padrão", precisam ser valorizadas por meio de roupas que desejamos vestir, sem limitações. Afinal de contas, somos nós que devemos gostar ou não de algo que colocamos para sair por aí.

É exatamente por isso que, hoje, decidimos trazer para o blog da Pantys um conteúdo todinho sobre pressão estética. Esse mau que insiste em nos perseguir, especialmente quando o verão se faz presente. Estamos aqui juntinhas à você com foco em desconstruir essa visão turva de "mulher ideal". Acredite, a mulher ideal é você!

Que tal? Continue a leitura para saber mais!

o que significa padrão de beleza?

O padrão de beleza sempre existiu. Há 1292 a.C. a 1069 a.C., por exemplo, o ideal de beleza feminina era o corpo magro, cabelos compridos e rosto simétrico. Já em 500 a.C. a 300 a.C., a mulher considerada ideal deveria ter coxas grossas, cintura larga e seios fartos. Agora, no século XXI, o visual perfeito é aquele com corpo magro, barriga chapada e bumbum grande!

A questão é que, a grande maioria desses estereótipos foram impostos de acordo com uma culta que vê o corpo feminino como objeto passível de controle. Normatizado pelo ponto de vista do machismo, a pressão estética sempre vem acompanhada de uma cartilha de características. Essas "qualidades", determinam em qual nível de "mulher ideal", do ponto de vista patriarcal, nós seremos classificadas.

É daí que vem o famosinho "10/10"! Mas espera aí, e a saúde? No mundo da classificação de mulheres "padrão", a falácia da "saúde" vem sempre no formato de desculpas para impor o emagrecimento, por exemplo. Naturalizado como sinal de ser saudável, o corpo magro ganha status competitivo na sociedade!

Uma vida saudável deve estar ligada com a nossa parte física e emocional, sem envolvimento de comportamentos, símbolos e discursos externos sobre quem somos e como precisamos agir. É muito comum – muito mesmo! – encontrar mulheres "fora do padrão estético" muito mais saudáveis do que aquelas consideradas exemplos de beleza.

Muitos distúrbios alimentares e psicológicos afetam meninas que não aceitam o próprio corpo. A partir daí, começa um ciclo vicioso de dietas mirabolantes, excesso de exercícios físicos e pensamentos negativos. A complicação tem início quando a nossa vida real não condiz com aquela transmitida nas mídias sociais e canais de comunicação.

Diante disso, de toda essa diferença, como podemos traçar um padrão a ser seguido? Não tem como!

como a pressão estética pode interferir na autoestima da mulher?

A pressão estética age de formas diferentes sobre as mulheres, mas em geral a grande afetada é a nossa autoestima. Quando nos colocamos em um campo de comparação, acabamos por ficar decepcionadas com nossa aparência. Mas pense, esse também é um ciclo vicioso, concorda?

Isso porque nunca iremos ficar satisfeitas com quem somos se olharmos para outras pessoas. A meta de perder 5kg foi alcançada? Então, agora quero perder mais 2kg. Deu certo? Bora para a academia deixar a barriguinha "sarada". Mas e os glúteos? Agora é a vez deles! É aí que a tão famosa Síndrome de Impostora pode nos pegar em cheio, de mansinho.

Nunca estamos de acordo com a imagem que temos se continuarmos a nos espelhar no outro. É aí que entram os inúmeros procedimentos estéticos, distúrbios alimentares, ansiedade e depressão – inclusive, o Brasil está no ranking dos três países que mais realizaram procedimentos estéticos no mundo entre 2010 e 2019 [2].

Novamente, não estamos dizendo que cirurgias estéticas devem ser extinguidas. O que estamos querendo dizer é, para e pensa um minuto, mana. Será que esse silicone é para você se sentir mais bonita, ou vem das inúmeras influenciadoras digitais que você segue? O que não deve acontecer é se submeter a um processo devido a pressão estética e fazer desse fato um cenário negativo em sua vida.

Por que não podemos nos olhar no espelho e gostar do reflexo encontrado ali? Não temos que ser modestas, devemos nos enxergar e analisar nossos traços e curvas da maneira que são, sem comparações. Faça esse exercício, olhe-se e diga "eu sou linda, quero ser saudável, mas de verdade!".

Esqueça das telas de celular, computadores e eletrônicos em geral. Foque em você, na sua imagem e no quão bonita é seu corpo por inteiro. Lindeza, ele merece ser amado por você, para que só assim as outras pessoas sintam segurança no que você é. Precisamos nos colocar em primeiro lugar, pois a prioridade da nossa vida é nós mesmas!

afinal, como lidar com a pressão estética?

Os arquétipos ocidentais do corpo femininos estão associados a construção do imaginário ao longo da história, a mulher vista como submissa e exclusivamente para o processo de procriação da espécie, foi subjugada a marginalidade, a partir da sua existência [1]. É por conta desse fato histórico e social que devemos estar apostas para mudar o presente e, principalmente o futuro.

Mas como fazer isso e driblar a pressão estética, especialmente quando as temperaturas estão elevadas e desejamos colocar aquele biquíni sem medo do que irão falar? É sobre isso que iremos falar agora! Separamos 5 fatores essenciais para você que deseja sair do contexto de beleza imposto por faces que não nos dizem respeito.

Você merece mais. Você é linda. Você não é uma moeda de troca, muito menos o seu corpo. Você é uma mulher forte. A Pantys está aqui para reforçar todos esses pontos, até que eles sejam internalizados por você, viu? Se ame, e comece o processo por meio das seguintes situações:

1 - conheça seu corpo e sua essência

Como dissemos anteriormente, você deve se amar. Não existe nenhuma outra pessoa que conheça mais seu corpo, sentimentos e emoções do que você mesma. Aqui, gostamos de pensar no seguinte lema: quer vestir uma roupa, mas está com medo de não ficar bom? Mana, "segurar o look" e exaltar a mulher linda que é!

Portanto, separe uns minutinhos do seu dia e olhe para o seu interior, mas também para sua aparência. Se conheça. Veja quais são os seus pontos positivos e exalte a belíssima mulher que está diante do espelho. Afinal, ela precisa ser elogiada.

2 - aprenda a lidar com elogios

Os elogios feitos à você são reais. Nada de pensar que outra pessoa te elogiou por "x" razões que não aquelas verdadeiras. Isto é, confie no que foi dito a você, afaste pensamentos que reforçam contextos de "desculpas" pelo elogio. Falaram que você é bonita? Não é ironia. Disseram que você é uma ótima profissional? Não foi por acaso.

Aceite e acredite em palavras vindas de fora e, acima de tudo, acredite em suas palavras quando elas são positivas à você. É merecido!

3 - saiba que você é única

Não existe outra pessoa igual a você. Sua essência, corpo, objetivos, realizações e sonhos são somente seus. Assim, suas experiências serão singulares. Nenhuma outra pessoa pode ser igual a você, assim como sua existência não deve ser comparada com outras.

A Pantys reconhece suas particularidades, e quer que sua consciência corporal seja realmente efetiva. Aliás, o autoconhecimento é a chave para o sucesso, mana!

4 - a beleza não é uma competição

Faça dessa frase um verdadeiro mantra para sua vida, heim! A competição feminina acontece, principalmente, devido à pressão social. Acredite, esse é um fato difícil de absorver, mas verdadeiro. Não devemos ter em mente o desejo de ser melhores uma que as outras, pelo contrário, precisamos nos admirar mutuamente para que sejamos melhores em conjunto.

Só assim que iremos passar pelas dificuldades de ser mulher nos dias de hoje. Afinal, se soltarmos as mãos que nos levam à frente, como vamos andar?

5 - priorize sua saúde, sempre!

É isso! Sua saúde em primeiro lugar, seja em um corpo magro ou em um corpo gordo. Seu excesso de curvas não configura uma vida mais ou menos saudável. Transforme sua rotina por você e não porque o indicado por aqueles que ditam o padrão é que devemos acordar às 5 horas da manhã para correr.

Nós estamos aqui para reafirmar, quantas vezes for necessário a sua importância nesse mundão. Saiba que você não é só mais uma em meio à multidão. Sua vida tem um propósito importantíssimo para que possamos continuar na luta por todos os nossos direitos.

Conhecer de pertinho as vertentes do feminismo pode conferir insights totalmente relevantes sobre a pressão estética, sabia? Vale muito a pena se inteirar sobre o assunto e colocar o autoconhecimento em prática com opiniões firmadas em estudos.

Por hoje ficamos por aqui, lindezas, desejamos que o post tenha sido uma inspiração para você se amar e colocar aquela roupa de banho maravilhosa para curtir um dia na praia!

Referências

[1]. Leles, Izabella Chrystina Rodrigues Ferreira Internalização, Pressão Estética e Estereótipos nas Mídias Digitais: Uma Abordagem Historiográfica (2008 - 2019). p.:80 il. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação - História) - Universidade Federal de Uberlândia, Instituto de História, Uberlândia, 2019

[2]. Leles, Izabella Chrystina Rodrigues Ferreira. Internalização, pressão estética e estereótipos nas mídias digitais: uma abordagem historiográfica (2008 - 2019). Universidade Federal de Uberlândia /Izabella Chrystina Rodrigues Ferreira Leles. - Uberlândia/MG, 2019. p.:80 il


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