outubro rosa é tempo de desabrochar nosso amor próprio

outubro rosa é tempo de desabrochar nosso amor próprio

Se rosa é amor, como pode ser considerada frágil a cor associada ao sentimento mais forte do mundo? Não faz sentido, né, amigas? E o mês de outubro é apenas um lembrete para dedicarmos esse amor também um pouquinho para nós mesmas, para que a saúde esteja sempre ao nosso lado nessa jornada eterna do desabrochar e nos reinventar. Outubro Rosa também é hora de autoamor e amar nunca é demais.

Nós, mulheres, cuidamos de tantas coisas ao mesmo tempo que às vezes esquecemos de cuidarmos de nós mesmas - mas a vida é como aquele aviso do avião: primeiro coloque a máscara em você, depois ajude as outras pessoas. Até para cuidar dos outros precisamos ter nossa saúde e equilíbrio em primeiro lugar.

O câncer de mama é uma das doenças que mais atinge mulheres atualmente, o número de casos no Brasil e no mundo aumenta a cada ano e o que propomos é inserir os cuidados e a prevenção no nosso dia-a-dia. Mas, se por um lado, o câncer de mama não para de crescer, por outro, a maioria dos casos tem cura quando descobertos nos estágios iniciais e são detectados pelas próprias mulheres. Traduzindo: podemos ajudar a criar um cenário muito mais positivo. E nós vamos!

Então vamos nos empoderar?

 

Autocuidado

Como você tem cuidado de você mesma? Você tem dedicado tempo a você? À sua saúde física e mental?

Autocuidado é estar atenta às próprias necessidades e buscar desenvolver hábitos que visam o próprio bem-estar. Olhar para si, observar e escolher ações e formas para cuidar da sua saúde.

O princípio fundamental do autocuidado é que você é o centro de qualquer mudança na sua vida e na sua saúde. Você é a pessoa que mais conhece sua própria situação, sabe o que precisa para se sentir bem, o que ajuda ou atrapalha os processos de mudanças. O autocuidado anda junto com a autoestima <3
 

Autoconhecimento

Falando mais especificamente sobre o câncer de mama, uma das principais ferramentas de prevenção é o autoconhecimento - aham, ele mesmo - de novo nos empoderando para viver melhor. Isso porque quando observamos bem os detalhes do nosso corpo, e especificamente das nossas mamas, ficamos mais aptas a perceber qualquer irregularidade que possa ser um primeiro sinal da doença.

Mas além disso, o fato de sempre estarmos nos observando, percebendo mudanças e sinais, nos tocando, já é um ato que promove uma conexão tão profunda com o nosso corpo que é capaz de mudar nossas vidas.

Só por meio do conhecimento podemos nos tornar mulheres mais felizes, fortes e construir um futuro brilhante e cheio de vida. Muito se fala sobre o câncer de mama, autoexame, mamografia, mas como saber se é pra você e como fazer tudo isso? Viemos para tirar todas as suas dúvidas de como se cuidar de uma vez por todas e mudar para sempre esses números!

Como são os primeiros sinais do câncer de mama? O que devo observar?

A principal manifestação do câncer de mama é o nódulo (caroço) mamário endurecido, fixo e ele pode ser indolor.

Outros sinais são:

-endurecimento de partes da mama;

-mudança na pele (retração ou aparência de "casca de laranja");

-saída espontânea de líquido do mamilo;

-vermelhidão ou mudança na posição ou formato do mamilo;

-nódulo no pescoço ou nas axilas.

Quem, quando e como fazer o autoexame?

O autoexame é fundamental e cabe no dia a dia de qualquer mulher e de qualquer idade, mas é fundamental e indispensável consultar uma médica ginecologista com frequência para saber quais outros acompanhamentos são melhores pra você.

Muito se fala sobre autoexame, mas você sabia que não precisa de uma técnica muito elaborada para isso? É muito fácil mesmo, o lance é sempre se observar e fazer a palpação para perceber qualquer irregularidade. Você é capaz de realizá-lo sozinha <3

E olha, é normal a gente achar que não está fazendo certo, especialmente se você já passou alguma cirurgia, seja de prótese, de redução de seio, de retirada de cisto, mas o autoexame continua sendo eficiente mesmo nesses casos e, com o tempo e o hábito, você vai ver que provavelmente está fazendo certo, sim, porque não tem muito segredo: é observar e fazer a palpação para sentir mudanças.

De toda forma, se quiser ficar mais segura nesse começo, peça para a sua ginecologista fazer em você e ir te explicando como você pode reproduzir em casa.

 

Prepara o print que aqui fizemos um passo-a-passo para o autoexame

Estamos recomendando 3 versões do autoexame, sendo que em todas elas o intuito é observar e sentir se existe alguma alteração no tamanho, forma e cor das mamas, assim como inchaços, abaixamentos, saliências ou rugosidades. Para memorizar é só lembrar onde fazê-las: em frente ao espelho, no banho e na cama.

 

1. Observação em frente ao espelho

Para fazer a observação, devemos ficar de pé em frente a um espelho.

  1. Primeiro, observe as mamas com os braços abaixados;

  2. Depois, levante os dois braços e observe novamente;

  3. Por fim, é aconselhado colocar as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície da mama.

 

2. Palpação em pé

Para ser mais eficiente, recomendamos que essa palpação seja feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas.

  1. Levantar o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça.

  2. Palpar cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita.

  3. Repetir estes passos para a mama do lado direito.

A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo.

Depois da palpação da mama, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido.

 

3. Palpação deitada

Aqui recomendamos que você deite confortavelmente em algum lugar.

  1. Deitar e colocar o braço esquerdo na nuca.

  2. Colocar uma almofada ou toalha debaixo do ombro esquerdo para ser mais confortável;

  3. Palpar a mama esquerda com a mão direita.

Depois é só repetir esses passos para a mama direita e pronto!

 

Viu? É super rápido e ainda leva a gente a ter momentos incríveis com nosso corpo <3

Em qualquer uma das três formas de autoexame, caso você perceba alterações que não estavam presentes no exame anterior ou existam diferenças entre as mamas, consulte sua ginecologista.

 

Mamografia: é pra mim?

Bom, essa pergunta depende muito de cada pessoa, porque se você estiver em grupos de risco, provavelmente você não se adeque a recomendação mais geral, que recomenda a mamografia anual para todas as mulheres a partir de 40 anos.

Alguns fatores para você saber se está no grupo de risco, ou melhor dizendo, se precisa ter cuidados especiais:

//Ambientais

  • Obesidade e sobrepeso principalmente após a menopausa;
  • Sedentarismo (não fazer exercícios);
  • Consumo de bebida alcoólica em excesso;
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

//Hormonais

  • Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não ter amamentado;
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

//Genético

  • História familiar de câncer de mama e ovário, principalmente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos.

 

Principais caminhos para reduzir o risco:

  • manter o peso corporal adequado;
  • praticar atividade física;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajuda a reduzir o risco de câncer de mama;
  • a amamentação também é considerada um fator protetor;

Nossos seios são parte de nós no mundo, eles são sensíveis, podem dar prazer, amamentar, nos avisar que fase do ciclo menstrual estamos , são parte da nossa feminilidade e devemos amá-los, tocá-los, olhá-los e cuidarmos desse pedaço tão sensível e potente da gente. Afinal, o feminino é sagrado e precisa estar forte em nós e no mundo, mais do que nunca para estabelecermos o equilíbrio.

Muito importante:esse conteúdo não substitui o diálogo entre você e o profissional de saúde que te atende. Visite regularmente uma ginecologista, o acompanhamento é fundamental, só ela vai saber todo o processo personalizado pra você. Informe-se, tire suas dúvidas e decida o que é melhor para você.

*Esse conteúdo tem como principal fonte o site do Ministério da Saúde.



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