guia da laqueadura: o que é, como é feita e outras dúvidas

duas mulheres sentadas em um gramado, lendo um livro sobre a laqueadura feminina

O tema laqueadura pode ser polêmico, pois quando o assunto surge, é comum ouvirmos falas insensíveis como "Você não terá mais filhos", "Para que fazer isso com seu corpo?", "Você vai se arrepende depois!". Claramente, essa é uma concepção de alguém que acredita que pode tomar decisões sobre o corpo dos outros. Mas sabemos que isso não é o ideal, certo?

Somos livres para entendermos o que é melhor para o nosso corpo e nossa vida! A cirurgia surge como uma alternativa para mulheres que não querem ter filhos ou já estão satisfeitas com os que tem e sabem que:

  • Camisinha não é 100% confiável;

  • Nem todo mundo se adapta ao DIU;

  • Anticoncepcionais orais e injetáveis têm efeitos colaterais;

  • A laqueadura é sim uma boa opção! 

Amores, é hora de entender certinho o que é a laqueadura e desmistificar o procedimento. Acompanhem com a gente tim-tim por tim-tim e fiquem por dentro de como ela é feita, efeitos colaterais e o que acontece com o corpo no pós-operatório. Vamos lá?

o que é laqueadura?

Laqueadura, ligadura das trompas ou, ainda, Contracepção Voluntária Cirúrgica Definitiva (CCVD): é tudo a mesma coisa. De um modo geral, é uma cirurgia feita pra interromper a comunicação entre o útero e os ovários.

E o que isso gera na prática? Bom, para uma gestação acontecer, o espermatozoide conta com um caminho livre e desimpedido na sua jornada do útero até encontrar o óvulo, conhecido como Trompas de Falópio. E é exatamente aí que a cirurgia é feita, cortando esse canal de comunicação.

Você pode estar curiosa pra saber se a laqueadura é realmente segura, com eficácia garantida, certo? O que podemos dizer é que a possibilidade de você engravidar depois de uma cirurgia dessas vai depender do método que você escolher, mas a probabilidade fica abaixo de 1%, tá bom? Vamos falar um pouquinho mais sobre isso a seguir.

como a laqueadura é feita?

Amarrar, cortar ou colocar um anel de silicone nas trompas são algumas maneiras de fazer laqueadura. A regra aqui é clara: interromper por completo a ligação entre o útero e os ovários.

Para isso, a cirurgia pode ser feita a partir de duas vias: abdominal ou vaginal. Vamos organizar melhor as informações pra você entender cada detalhe!

quais são os tipos de laqueadura?

Há duas formas de cirurgia em que o procedimento da laqueadura é feita. Ambas contam com o objetivo de evitar a fecundação, dividindo-se entre a feita pelo abdômen e aquela feita pelo canal vaginal.

via abdominal

Basicamente, a laqueadura por meio do abdômen é feita de dois jeitos diferentes:

  1. Minilaparotomia: é feito um pequeno corte da parte de baixo do abdômen de onde é possível acessar as trompas e fazer o corte ou bloqueio;

  2. Videolaparoscopia: procedimento mais rápido, menos invasivo e com recuperação mais acelerada do que no primeiro exemplo. Envolve a introdução de uma pequena câmera de vídeo no abdômen para realizar a cirurgia. 

via vaginal

Também há a opção de realizar a cirurgia pelo do canal vaginal, que também pode ser feito de duas maneiras:

  1.  Colpotomia: com um corte ao redor do útero, o cirurgião consegue alcançar as trompas e fazer o bloqueio;

  2. Histeroscopia: o acesso às trompas é feito pelo útero com a ajuda de um tubo fino de fibra ótica.

Em todos os casos, pra obstruir as trompas, podem ser utilizados grampos, anel de silicone, fio cirúrgico ou eletrocoagulação, que nada mais é do que “queimar” parte do tecido e cauterizar com corrente elétrica.

quais são os efeitos colaterais?

Pode ficar tranquila, porque não existem efeitos colaterais decorrentes da laqueadura. Em casos muito raros, há complicações relacionadas à cirurgia ou à anestesia, como infecção ou pequenos sangramentos internos — um risco presente em qualquer processo cirúrgico, por mais simples que seja.

esse procedimento é reversível?

A resposta é sim, mas a chance de a reversão não dar certo é de 30% a 50% dos casos. Isso porque, pode ser que a área da trompa retirada durante a laqueadura seja muito grande, impedindo a reconstrução do canal que liga o útero aos ovários.

Para esses casos, a solução normalmente é fazer um tratamento de reprodução assistida, como Fertilização In Vitro (FIV). Lembrando ainda que você pode congelar os óvulos antes de fazer o procedimento.

Confira: tem como reverter laqueadura? sim! mas o que acontece?

quem pode fazer laqueadura?

Até 2022, a Lei do Planejamento Familiar previa que apenas pessoas com mais de 25 anos poderiam fazer a esterilização, desde que tivessem a autorização prévia do cônjuge. Entretanto, desde então, a idade foi reduzida para pessoas a partir de 21 anos.

Além disso, fique sabendo que também não é mais preciso autorização do marido pra fazer esse procedimento. E tem mais um detalhe: se você já tiver pelo menos dois filhos vivos, a idade mínima não é exigida. Um avanço para os direitos das mulheres, né, amores?

como fica a menstruação após a laqueadura?

Vamos aos fatos: não há razões concretas que justifiquem qualquer alteração no fluxo ou ciclo menstrual depois da laqueadura, embora haja um estudo da Universidade de Botucatu [1] apontando que mudanças podem acontecer em pelo menos 10% dos casos.

Acesse também: quanto tempo depois da laqueadura a menstruação vem?

laqueadura dói por quanto tempo?

Como o tempo de recuperação depende do procedimento e de organismo para organismo, esse tempo pode variar. Normalmente, o período de recuperação de uma laqueadura não passa de sete dias, podendo ser até menor quando a cirurgia é feita pela vagina ou por laparoscopia.

Deu pra entender bem certinho o que é a laqueadura? Esperamos que o procedimento tenha sido desmistificado! Agora você está certamente mais preparada pra tomar a melhor decisão sobre o seu corpo, e nós estaremos sempre aqui pra te apoiar e ajudar com os melhores conteúdos.

Se você acha que ainda não chegou a hora de tomar uma decisão tão importante e mais definitiva, você pode contar com outros métodos para evitar a gestação. Vem com a gente conhecer um dos queridinhos do momento, os tipos de DIUs e os prós e contras de cada um deles. Até lá!

Referência:

[1] DIAS, R. et al. Síndrome pós-laqueadura: repercussões clínicas e psíquicas da pós-laqueadura. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, São Paulo, v. 20, n. 4, maio, 1998. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgo/a/brtGbNnL96tYt3BnsMBDYbj/?lang=pt. Acesso em: 1 fev. 2022.


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