Não quero ser mãe: maternidade como escolha e não obrigação!

maternidade: uma escolha, não uma obrigação!

Para começar o papo hoje, vamos observar um diálogo super comum: uma mulher declara que não quer ter filhos e ouve a seguinte resposta: por que não? Essa reação muitas vezes não tem uma intenção de julgamento, mas é uma reprodução de crenças que não nos leva para mais longe, não nos faz evoluir.

Quando pedimos que ela justifique o “por que não?”, é como se a resposta certa fosse “sim” e ela precisasse nos dar uma grande razão para ir contra isso. Nossa proposta com o post de hoje é incentivar a reflexão sobre o assunto, e a conscientização. Para que possamos, cada vez mais, acolher as mulheres ao nosso redor, e até a nós mesmas.

Então, lindeza, acompanhe a leitura e sinta-se acolhida se em sua lista de vida, ser mãe, não for um desejo. A Pantys está contigo <3

afinal, um filho vai me completar?

Parece que sempre existe alguma coisa para dizer que somos incompletas: metade da laranja, a tampa da panela, o príncipe encantado ou o filho que precisa chegar, pois só assim seremos plenas e felizes. Como se tivesse sempre algo a ser preenchido.

Vamos desconstruir essa ideia? Acreditamos que já somos todas inteiras e que existem várias formas de transbordar amor! De certo, uma delas pode ser a maternidade. Entretanto, além dela existem muitas outras. Por mais mulheres transbordantes, por mais mulheres sendo como elas quiserem!

o que é a imposição da função reprodutiva feminina na sociedade?

Ao associar feminilidade à maternidade estamos reforçando uma visão super antiga, que foi aceita por muitos anos, de que a única função da mulher na sociedade é reprodutiva. Precisamos, o quanto antes, nos libertar desses vícios de pensamento para construir o futuro que acreditamos e escolhemos.

Optar por não ter filhos ainda é um tabu porque falamos pouco sobre isso, concorda? Não é que somos obrigadas por decreto a gerar uma pessoinha, entretanto esse fato ocorre de forma implícita, por pressão da família, da pessoa parceira, ou cultural, sem nenhum apoio para fazer o contrário.

E como toda mudança de pensamento leva tempo para acontecer, é essencial discutir para evoluir e possibilitar que essa reflexão chegue a cada vez mais mulheres.

quando essa mentalidade começou a se modificar?

O acontecimento que mais colaborou para a emancipação feminina e a dissociação da mulher de sua capacidade de procriação foram os métodos contraceptivos – 1960. A partir de então, a mulher deixou de ser definida exclusivamente pela maternidade e sua sexualidade desvinculou-se da reprodução.

Pela primeira vez, nós tivemos a possibilidade de, não só controlar o número de filhos, mas escolher se queríamos ou não ser mães.

caminhos de mudança

O caminho para essa mudança pode começar por meio do contato com informações sobre o tema, trazendo uma nova percepção sobre o seu corpo e o papel dele no mundo. Um bom começo é enxergar com novos olhos o seu ciclo menstrual, vendo ele com ele como um processo muito além de algo reprodutivo. Um aliado nessa mudança é o livro Lua Vermelha, que já falamos por aqui.

Nele, vemos que nosso ciclo menstrual é também um ciclo criativo, não estamos todo mês sangrando porque “perdemos uma chance” e sim porque essa é forma do corpo manter-se equilibrado. O útero guarda a força da vida e também da criatividade, podemos dar luz aos filhos e também a ideias, criações, projetos

Aliás, sabemos bem o quanto as fases menstruais influenciam em nosso bem-estar, produtividade e lado emocional, não é mesmo?!

uma questão de escolha!

Você acha estranho uma mulher não desejar ter filhos? A maternidade é uma possibilidade e não um dever. Ou seja, ser mãe é uma escolha, não uma obrigação que devemos atender por ser mulher. Ser mãe muda a vida de alguém completamente.

Embora na nossa cultura essa situação ainda seja tratada como obrigação, a maternidade deve sempre ser uma opção e nunca uma imposição! A mulher pode escolher ter filhos, pode escolher não ter filhos, e ainda pode escolher ter filhos sem gerá-los em seu corpo, adotando uma criança ou por métodos gestacionais alternativos, como em muitos casos de casais não normativos.

Escolher por gerar um filho, escolher adotar, escolher não ter filho, escolher decidir depois... Escolher. Essa é a palavra que importa nisso tudo, e o poder de escolha é individual. Devemos isso a nós mesmas e à luta de nossas antepassadas, devemos honrar suas histórias!

e quanto ao julgamento social, o que devemos fazer?

Segundo a última pesquisa do IBGE (2010), 14% das mulheres em idade reprodutiva declaram que não querem ter filhos. Será que cada vez mais mulheres não querem, ou será que só agora elas têm a chance e o apoio para pensar sobre o assunto e manifestar o não querer? Não é feio dizer “eu não quero ter filhos”, e jamais deve ser motivo de vergonha ou culpa.

Pensar dessa forma não faz sentido algum. Culpa por não agir contra minha própria vontade? Vergonha por não seguir o caminho que os outros querem para minha vida? Essa decisão, na verdade, tem muito mais a ver com o autoconhecimento e amor próprio.

É preciso se conhecer para saber quando se colocar em primeiro lugar e dar voz à nossas vontades quando todos ao redor esperam o contrário. Por isso, seja forte! Seja franca consigo mesma, só você sabe o que é melhor para si e só você vai lidar com as consequências de não impor seus desejos.

Afinal, escolher ter filhos é uma baita decisão também, né amiga?

escolher não ter filhos também é um ato de amor

Quando discutimos esse assunto, ouve-se muito sobre as vontades alheias: da parceria, da família, da sociedade. Mas será que dentro dessas esferas alguém pensa, de fato, no bebê? Na qualidade de vida e na criação de uma criança que não foi desejada?

Crescer dentro desse contexto, pode trazer experiências que não sejam positivas. E por isso neste e em muitos casos, considerar toda a conjuntura, desde a saúde mental da mãe até o ambiente de criação e desenvolvimento da criançatambém é um ato de amor.

As mulheres não nascem sabendo ser mães, elas aprendem a ser mães. E dão o seu melhor quando optam por isso. Um filho muda o corpo, a rotina, os horários, desregula o sono, e requer atenção integral. Com o bebê vem o puerpério, a amamentação, um ritmo de vida e um corpo completamente novo.

não faça nada sob pressão, a escolha deve ser leve!

Algo que pode trazer leveza à nossa escolha é levar essa pauta para ser conversada com nossos parceiros e parceiras. Assim, podemos, juntos, criar expectativas de futuro alinhadas, sem carregar segredos, culpas ou acabar cedendo a cobranças para tentar sustentar um relacionamento no futuro.

Somos diferentes e temos desejos de corpo, de vida e de destino diferentes. Formamos um mundo mais diverso, mais divertido e seguimos completas na vivência da felicidade em suas diversas formas. Que possamos ter voz e dar sequência ao que desejamos, especialmente na construção de um mundo onde as mulheres possam ser donas do seu destino.

Compartilhe esse texto com amigas, amigos e familiares! Assim, a gente aprende mais e ajuda a disseminar este assunto ainda suuuper tabu por ai! Juntas para que a consciência e direito de escolha chegue a cada vez mais mulheres <3


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