Gaslighting: um tipo de abuso psicológico | Pantys

gaslighting: a manifestação do abuso psicológico

Um parceiro flerta ou trai a esposa ou namorada e, ao ser questionado por ela, diz que a parceira está louca e vendo coisas que não existem, quando, na verdade, ele está sendo realmente infiel. Esse tipo de situação é considerado um abuso e tem nome específico: gaslighting. O textinho abaixo foi preparado para que você entenda essa questão e aprenda a lutar contra isso. vamos juntas?

um abuso difícil de ser detectado

É bem provável que você tenha esbarrado com o termo por aí, mas vamos entender direitinho o que é gaslighting?

Ele é a manifestação de um abuso psicológico que manipula, distorce e omite informações para que as vítimas (quase sempre mulheres) duvidem dos seus sentimentos, segurança, capacidades e, nos níveis mais graves, até mesmo da sanidade mental, reforçando o mito da mulher louca.

Os sinais do gaslighting nem sempre são detectados facilmente, até porque se trata de um abuso psicológico, ou seja, não necessariamente envolve agressões físicas.

gaslighting: de onde essa palavra vem?

O termo “gaslighting” foi cunhado em 1960 e tem como base o filme Gaslight, lançado em 1944 e estrelado por Ingrid Bergman. Na trama, a personagem sofre abusos psicológicos do marido, que chega a apagar e acender as luzes da casa, além de diminuir o gás, para causar confusões mentais na mulher.

Tantos anos depois, a discussão sobre os sinais de agressão psicológica continua sendo pertinente. Se, naquela época, a prática abusiva era observada apenas dentro de um contexto amoroso (principalmente nos casais heterossexuais), hoje ele é notado nas amizades, no dia a dia com a família e no ambiente de trabalho.

Além disso, vale ressaltar que o gaslighting é um tipo de abuso que, originalmente, tem as mulheres como vítima. E hoje? Bom, pouquíssima coisa mudou. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade hierarquizada, onde o homem cis é topo. Por isso, o gaslight pode ser muito mais comum do que se imagina.

Mas vale ressaltar que o relacionamento abusivo também pode ser observado entre pais e filhos pequenos e adolescentes ou mesmo em uma relação amorosa entre dois homens. Ou seja, infelizmente, ele pode estar em todo lugar.

o abuso pode estar em qualquer lugar

Além do gaslighting de uma relação amorosa ou familiar com quem se convive diariamente, o gaslighting trabalho pode ser um dos mais prejudiciais porque é também um dos mais difíceis de serem resolvidos.

É verdade que o público feminino tem avançado no mundo profissional, mas ainda temos muita luta pela frente, inclusive contra gaslighting no trabalho. A diferença salarial entre homens e mulheres ainda é um problema existente, sem contar com outros tipos de violência de gênero que também não envolvem agressões físicas, mas outros tipos de situações, como o manterrupting ou mansplaining.

Manterrupting é um hábito que um homem pode ter de interromper mulheres, enquanto mansplaining é quando ele tenta explicar algo de forma minuciosamente didática como se uma mulher não fosse capaz de entender. Além disso, existe também o bropriating, que acontece quando um homem leva créditos pelas ideias ou iniciativas de mulheres.

Até aqui, já deu para entender que diversas são as formas de abuso psicológico e violência de gênero, né? Todos os termos citados acima geram outros textos aqui na pantys, por isso, vamos voltar ao gaslighting e, em um outro momento, falamos mais afundo sobre esses outros conceitos.

será que você já sofreu gaslighting no trabalho?

Há quem diga sim sem pestanejar. Mas também existem mulheres que passam por esse abuso e não conseguem percebê-lo logo de cara. Então, vamos imaginar uma situação.

Você exerce exatamente a mesma função que um colega seu dentro da empresa. Certo dia, descobre que ele ganha mais. Revoltada porque você sabe que isso é fruto do machismo, questiona seu superior.

Para sair bem da situação, ele começa a manipular os fatos e te conta que o seu colega é mais eficiente, ágil, rápido, que tem mais tarefas e responsabilidades, quando na verdade vocês dois realmente exercem a mesma função.

Depois de tanto escutar seu chefe falar, você sai da sala convencida de que, mesmo ocupando o mesmo cargo, seu amigo é realmente um profissional melhor e mais ágil que você.

Consegue entender o que está acontecendo? A manipulação dos fatos mudou totalmente a noção que você tem da realidade, e isso mexeu diretamente com a sua segurança e autoestima.

É claro que esse é apenas um exemplo, amiga. No ambiente de trabalho, esse tipo de abuso pode se manifestar de diferentes formas, assim como em outros tipos de relações abusivas.

como resolver?

Em alguns casos, conversar com o próprio agressor pode ser uma opção. Mas é importante ter em mente que, infelizmente, alguns homens nunca admitirão esse tipo de comportamento, tornando a mudança ainda mais complicada. Por isso, o ideal é, de fato, cortar essa relação pela raiz.

Por fim, mas não menos importante: é fundamental procurar a orientação de um psicólogo, já que você pode se sentir muito fragilizada e duvidar de si o tempo todo. E, lembre-se: estamos juntas nessa jornada!



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