fase quatro: lútea | lua minguante | outono

fase quatro: lútea | lua minguante | outono

Esse mês, aqui no Blog, como vocês já devem saber, estamos falando sobre as 4 fases do nosso ciclo menstrual sob várias perspectivas: desde hormonal até cósmica, buscando entender os efeitos do ciclo sobre a gente e assim ser mais compreensivas com essas 4 mulheres diferentes que podemos ser.

Para entender melhor do que estamos falando e entender o texto de hoje, recomendamos voltar e ler os textos anteriores (vale muuuito a pena!):

#SomosCíclicas Fase 1 - Menstruação

#SomosCíclicas Fase 2 - Folicular

#SomosCíclicas Fase 3 - Ovulação

 

Mas, se você já leu os textos sobre as três fases anteriores, primeiro a gente queria dizer que te ama <3, e segundo: que bom que você está aqui para sabermos mais sobre a quarta e última fase e encerrarmos o ciclo juntas! Yes!

Essa fase tem início com a formação do corpo lúteo, após a ovulação, e termina com a gravidez ou, como estamos considerando aqui na nossa série, com a próxima menstruação.

Mas o que é o corpo lúteo?

Lembra lá atrás, quando falamos dos vários folículos que temos nos ovários, que abrigam e protegem nosso óvulos? Cada folículo tinha um óvulo e, durante a Fase 2, Folicular, um dos folículos se fortaleceu mais, se tornando o dominante, e conseguiu amadurecer um óvulo na Fase 3: Ovulação. Lembrou tudinho? Pois bem, agora esse óvulo maduro foi liberado pelo ovário, indo para as nossas trompas e em direção ao nosso útero, se preparando para uma renovação completa e, caso queira, uma fecundação.

Nessa Fase 4, logo após o acontecimento da ovulação, vamos focar nesse folículo dominante que se rompeu lá atrás: agora ele já está “vazio”, ou seja, sem óvulo, e ele é chamado de corpo lúteo, ele é como se fosse “os restos” do folículo.

O corpo lúteo, mesmo sem óvulo, continua firme, forte e muito útil no nosso ciclo. Ele tem como principal função a produção da progesterona, isso porque a progesterona é um hormônio que tem o poder de deixar a camada do nosso útero mais espessa e forte - e portanto, mais propensa a receber e fixar um óvulo fecundado. Ou seja, mesmo após liberar o óvulo maduro, o corpo lúteo ainda tem um papel muito importante para promover um ambiente favorável para que o óvulo seja fecundado com sucesso no útero.

Mas, caso não ocorra a gravidez, o folículo vai “murchando”, regredindo, podemos dizer que o corpo lúteo vai chegando ao “fim” de seu ciclo de vida, o que promove uma baixa nos níveis de estrogênio e progesterona - os hormônios que estavam mantendo a membrana interna do útero (endométrio) forte, e que vai nos levar, ciclicamente, de volta a Fase 1: Menstruação, que é a descamação do endométrio.

A TPM

Nessa fase, com a baixa hormonal, é comum nos sentirmos mais introspectivas mais introspectivas, mais minguantes, e confundir isso com tristeza, mas se começarmos a reparar, pode ser uma fase passageira, é o fim do nosso ciclo menstrual; nosso corpo lutou bastante para manter tudo favorável, gastou muita energia para favorecer a geração de uma vida e agora esse ciclo está terminando e é preciso “secretar” tudo que não foi usado e nos deixar novinhas em folha.  

Assim como acontece na natureza quando é outono, com as folhas secando e caindo, não é mesmo? Sabia que as folhas que caem das árvores viram adubo pras plantas no Inverno? A característica principal do outono é a gradativa redução da luz solar diária ao longo de sua duração. Então é natural querer se recolher, se questionar, colocar para fora o que não serve mais.

Vamos ouvir um pouco do que a Kareemi tem a nos ensinar sobre nossas emoções durante essa fase?

Incrível essa mulher, né, gente? A Kareemi é facilitadora da Ginecologia Emocional e desenvolveu um workshop inteirinho com conhecimentos aprofundados sobre o tema. O curso é online e ela disponibilizou um desconto pra gente <3 É só clicar aqui e colocar a hashtag #somoscíclicas.

Nós somos só gratidão por tudo que aprendemos com ela e também com a Ellen Vieira, Obstetriz do Coletivo Feminista e Sexualidade, a Elisa de Souza Cavalcante, Ginecologista e Obstetra e a Camila Westphalen, residente em Ginecologia e Obstetrícia. Graças a contribuição dessas maravilhosas e talentosas que pudemos compartilhar todas essas informações com vocês aqui no mês de Julho. Obrigada, obrigada <3

Bom, é isso, chegamos ao fim da nossa primeira série #SomosCíclicas, esperamos que vocês tenham gostado tanto quanto a gente! Queremos ouvir de vocês, aqui nos comentários, o que acharam, se conseguiram acompanhar a série completa e, principalmente, se tem algum tema que vocês gostariam de conhecer mais profundamente aqui!

E para além de hormônios, luas e estações do ano, que lembremos sempre que nosso ciclo não é apenas reprodutivo, ele é nossa fonte de equilíbrio, exatamente como tudo que é vivo! Parimos, mensalmente, uma nova chance para nós mesmas, um recomeço.

Somos parte das mesmas coisas, da mesma essência do universo que habitamos: somos inundadas de força, de resistência e de VIDA!

Até semana que vem, amigas <3



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