a evolução dos absorventes

a evolução dos absorventes

Por aqui, adoramos colocar as coisas em perspectiva para entender como chegamos onde estamos, e hoje viemos contar um pouquinho da história dos absorventes. Afinal, nem sempre existiram calcinhas maravilhosas, não é mesmo? Como nossas mães, nossas avós, bisavós e as mulheres antes de nós faziam durante o período menstrual? Senta que lá vem história. Ao longo do tempo, diferentes foram as formas usadas para absorver a menstruação, mas como o assunto sempre foi um tabu e demorou para se desenvolver, poucas são as datas oficiais e muitos são os saltos históricos. Vamos lá saber um pouco mais de como as mulheres antes de nós se viraram?

2.000 a.c - soluções intravaginais arcaicas

Surpreendentemente a solução na maioria das sociedades eram intravaginais - isso mesmo, uma versão arcaica do absorvente interno que conhecemos hoje! Os primeiros registros de absorventes são do Egito e datam por volta de 2000 a.C., eram proteções internas feitas de papiro processado que eram inseridas dentro do canal vaginal. Diferentes eram as soluções dadas em diferentes sociedades, em Roma, chumaços de lã macia; na Grécia, pedaços de pano envolviam gravetos de madeira que facilitavam a inserção; na Índia, eram utilizadas fibras de vegetais e, no Japão, pedaços de papel eram enrolados formavam um “canudinho” super semelhante a versão atual dos absorventes internos. É importante observar que nessa época a menstruação era tratada como um processo ruim, de liberação de toxinas, verdadeiros “venenos” do corpo feminino, já consolidando uma visão negativo sobre esse processo natural e tão sagrado do nosso corpo.

 

Idade média - tecidos e toalhinhas

Na Idade Média, começam a ser usadas as famosas “toalhinhas”, que nada mais eram que restos de tecido que eram colocados sobre as roupas íntimas. Podemos consideram que esses panos foram a primeira versão reutilizável de um método de absorção, pois esses tecidos eram lavados e usados novamente. O problema era que o processo de lavagem dessas era realizado com água “suja”, que já havia sido utilizada para outras coisas e, além disso, sem a utilização de produtos de limpeza, como sabão e, claro, essa higienização inadequada causava alergias, irritação e corrimentos nas mulheres.

 

século 19 - primeiros absorventes para consumo

Até o início do século 19, pouca foi a evolução. Os tecidos, cortados e dobrados em camadas e reutilizados ainda eram a opção mais higiênica disponível. Somente por volta de 1894 que surgem registros dos primeiros absorventes desenhados para consumo, nos Estados Unidos. A invenção americana era feita de um tecido um pouco mais absorvente, eles eram reutilizáveis e vinham com uma cinta que deveria ser acoplada à cintura, evitando que o deslocamento. Durante esse mesmo período, por volta de 1890, os primeiros absorventes descartáveis já eram comercializados na Alemanha, feitos de bandagens, eram vendidos em embalagens com seis unidades.

 

Século 20 - Modess, Tampax e Coletores Menstruais

Durante a primeira Guerra Mundial as enfermeiras perceberam o potencial de absorção dos materiais utilizados para os soldados feridos - isso porque as compressas de gaze contém celulose também, que tem uma capacidade maior de absorção que o algodão e junto a isso, o desenvolvimento da tecnologia da época permitiu os primeiros esboços dos absorventes como conhecemos hoje. Em 1933 surgiram os primeiros absorventes internos com aplicador, o Tampax nos Estados Unidos e o OB na Alemanha. A sigla OB vem de “ohne binde” que em alemão significa “sem toalha”. Curiosamente, em 1937, junto com os absorventes internos, existem registros da invenção de coletores menstruais, mas que logo foi esquecida, porque causavam desconforto e, além disso, o fato ter que entrar em contato com seu próprio corpo e sangue também não foram bem aceitos.

 

Século 21 - As calcinhas absorventes

Atualmente, o fato de começarmos a enxergar nossa menstruação como um ciclo natural e falarmos mais sobre esse assunto para quebrar todos os tabus existentes, impulsionaram uma visão mais consciente sobre os métodos de absorção. Principalmente no que tange a consciência ambiental, pois os absorventes descartáveis gerando uma quantidade assustadora de lixo para o planeta. E, além disso, passamos a enxergar com mais carinho também esse ciclo natural e também nosso corpo, nos abrindo para entrar em contato com nosso sangue e nosso corpo. Isso movimentou a indústria a criar novas alternativas, como uma reformulação do coletor menstrual e também a pesquisa e desenvolvimento de tecidos tecnológicos para calcinhas absorventes, como Pantys.

Uau! Quanta história até chegarmos até aqui, não é mesmo? Temos sorte de viver nesse tempo que nós mesmas construímos com nossas revisões de conceitos e aceitação sobre esse processo tão poderoso que é menstruar e, pois foi assim que abrimos caminhos para que surgissem alternativas tão práticas, sustentáveis e sensíveis quanto as que temos hoje em dia. Vamos juntas que ainda temos muito a conquistar!



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