o que é ser adulta nos dias de hoje?

o que é ser adulta nos dias de hoje?

Parece existir um sentimento latente em nos provarmos adultas para nós mesmas e para os outros nos dias de hoje. Novos formatos de família, de trabalho e mudanças tecnológicas profundas contribuem para essa fase que estamos vivendo. Mas saiba que não é só com você, muitas de nós estamos nos sentindo assim. E isso é normal, afinal o mundo está em um ritmo totalmente novo e podemos aproveitar toda a potencialidade disso tudo para nos tornar pessoas melhores.

 

Mas por que estamos com esse sentimento?

Antes imaginávamos que dos 18 até os 30 anos, de repente, estaria tudo resolvido, já teríamos entendido tudo, talvez formado uma família e estaríamos cheias de certeza. Mas com o tempo descobrimos que o turning point não existe e que a busca é incessante.

O mundo agora é globalizado e, por isso, muitas de nós, mulheres, tem mais opções na hora de escolher sua profissão e seus relacionamentos. Não cabemos mais na antiga configuração de trabalho - questionamos e criamos profissões e formatos de trabalho totalmente novos. E, nos relacionamentos, podemos escolher se queremos casar e ter filhos ou não, o casamento não é uma “evolução natural”, mas uma escolha. E para nós a mudança na forma de trabalhar e de nos relacionar é imensa: o simples fato de podermos escolher “fazer o que quisermos” já é um passo de liberdade que também nos empodera como “adultas” e donas da própria vida.

Muitos chamam o que estamos vivendo de “adolescência estendida ou tardia” e em alguns casos, claro, pode até ser, mas será que é sempre assim? É importante lembrar que a expectativa de vida aumentou muito de anos 1960 (geração dos nossos pais) pra cá, antes expectativa de vida era 40, 50 anos - agora, em países desenvolvidos chega até acima de 80 anos - então, se antes você ia viver até 40, por exemplo, realmente não faria sentido você ficar “tentando se encontrar” até os 35. Mas, se viveremos até os 80, com 35 anos não estamos nem na metade da vida. Qual o mal em queremos continuar experimentando? É uma oportunidade nova e linda que estamos vivendo intensamente.

A conversa sobre ser jovem e adulto é longa (sabia que a fase da adolescência só começou a ser reconhecida em 1904?), mas achamos importante a reflexão de que ser jovem não precisa ser o contrário de ser adulto e muito menos que ser adulto significa ser sério, é possível ser responsável emocional e socialmente e mesmo assim ser leve. Podemos ser responsáveis por nossa própria vida e nem por isso endurecer. Não é preciso caber em um papel pré-definido para passar uma “imagem de adulto”. Isso acontece por meio de nossas ações no mundo.

 

A vida não é linear, ela é feita de ciclos, e podemos nos orgulhar das mulheres incríveis que estaremos eternamente vindo a ser

Nos últimos anos, buscamos cada vez mais o autoconhecimento. Entender a nós mesmas e nossas vontades é essencial em meio a tantas opções para que elas nunca nos paralisem, e sim nos coloquem em movimento constante de aprendizado. Nos conhecer é também crescer, entender o que queremos e nossos compromissos. Se antes a maturidade era vista como uma responsabilidade por você mesma e por sua família, hoje essa visão se mudou e se ampliou e ser madura significa também pensar em quem vive ao seu redor, tanto socialmente quanto emocionalmente. Já assumimos que a vida e a felicidade não depende só do dinheiro, mas das relações que construímos.

Outro fator essencial nessa construção é a maturidade emocional: dar respostas e não apenas reagir, ser tolerante, sabendo olhar todos os lados e assumir nossos erros, sempre em buscar de saber mais e ouvir; sabendo contornar problemas e aceitando que sempre existirão desafios, então precisamos aceitá-los e termos calma para criar soluções diante deles. E, uma oportunidade incrível que não podemos esquecer é de buscar ajuda quando precisarmos, afinal, não temos que fazer tudo sozinhas.

Uma coisa muito importante que acreditamos por aqui, e que, para nós, descreve bem o que pode ser considerado como “uma mulher adulta” é sermos fiéis aos nossos princípios, tomando decisões baseadas em informações e posicionamentos próprios, não em reproduções antigas ou convenções; sempre questionando. É buscar um bem-estar holístico, não apenas intelectual ou sentimento, e isso inclui também cuidar da nossa saúde, da nossa alimentação e do nosso corpo agora, não depois.

Em resumo, não existem regras, nem nunca vão existir, cada pessoa é um universo interno e externo completamente diferente. Essa nova mulher adulta que estamos construindo é complexa e, claro, nem tudo é ideal, a busca é constante. Mas ela é muito rica e está nos ajudando a ser “adultas” mais individuais e menos individualistas, que buscam aprender e se abrir cada vez mais para fazer suas próprias escolhas - assumindo e sustentando nossas opiniões e o crenças, conectadas profundamente com o que somos e acreditamos de verdade.

O que importa é que não somos as mesmas (nem as da geração passada e nem sequer as de ontem), estamos em constante evolução e devemos ter muito orgulho de ser o que somos. Não é fácil estar nessa fase de transição, mas é também uma oportunidade incrível de criarmos as histórias de amanhã. Ser adulta é um eterno “vir a ser”, pois nosso potencial de evolução é infinito e, como a vida não é linear, mas em ciclos, não nos prendamos a conceitos que não nos servem mais. É sermos a melhor versão de nós mesmas de acordo com as possibilidades que temos agora.



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