mulheres no cinema: histórias por trás das cortinas

Aí vai uma perguntinha, você sabe dizer quantas mulheres foram indicadas na categoria de direção durante 93 anos de Oscar? Se você chutou mais de 10, amiga, não foi dessa vez. Somente 8 mulheres foram indicadas, e elas são:

  • Lina Wertmüller (em 1977);
  • Jane Campion (1994);
  • Sofia Coppola (2004);
  • Kathryn Bigelow (2010) - e ganhou;
  • Greta Gerwig (2018);
  • Chloé Zhao (2021) - e ganhou;
  • Emerald Fennell (2021);
  • Jane Campion (2022) - e ganhou.

É isso mesmo, inacreditavelmente nesse tempo todo só oito mulheres foram indicadas e só 3 delas levaram o Oscar para casa. Mesmo que a academia tente encobrir esse cenário, as mulheres continuam sendo consideradas menos capazes de fazer alguns trabalhos.

Essa visão deturpada de épocas atrás ainda está por aí nos assombrando, especialmente quando falamos do cinema, nas partes técnicas de direção, roteiro, fotografia e até mesmo nas personagens e atrizes.

E é por isso que a gente resolveu fazer esse texto. Afinal, nada melhor para incentivar mudanças que conhecer nossa história, não é mesmo? Segue a leitura aqui com a gente e conheça mais sobre a jornada de mulheres inspiradoras no ramo da 7º arte!

o (apagado) espaço das mulheres no cinema

Certo, vamos começar colocando dados na mesa, beleza? Uma pesquisa apresentada no portal "Mulheres no Cinema" traz pra gente que, em 2017 apenas 16% dos filmes brasileiros que foram lançados no cinema tiveram diretoras mulheres e acredite, nenhuma delas era negra.

De brinde, mesmo tendo sido criado em 1946, o Festival de Cannes premiou apenas três mulheres com Palmas de Ouro (Jane Campion, em 1993, com O Piano; Julia Ducournau, em 2021, com Titane; e Tang Yi, em 2021, com o curta “All The Crows In The World”).

Estudos mostram que as personagens femininas nos filmes costumam ter menos falas e mais cenas de nudez, especialmente quando comparadas com os personagens masculinos. Dá para acreditar? Até hoje, Halle Berry segue como a única mulher negra a ganhar o Oscar de melhor atriz, junto com Viola Davis e Zendaya, personalidades femininas que ganharam um Emmy de atriz de drama.

Pois é... infelizmente a gente segue tendo pouca representatividade no ramo cinematográfico, seja na frente ou atrás das câmeras, tanto que o Instituto do Cinema mostra que em 2018, dentre as 100 maiores bilheterias estadunidenses, só 8% tinham sido produzidas por diretoras.

Junto com esses dados, eles mostram também que no panorama geral, as mulheres assinam só 10% dos roteiros, 2% das direções de fotografia, 14% das edições e 24% das produções. São números baixíssimos levando em conta o quanto de potencial temos em realizar trabalhos memoráveis.

Mas calma que nem tudo é dado ruim, hein? Em 2020, tivemos o prazer de ver uma mulher dirigindo um filme com R$ 140 milhões de bilheterias, que entrou como um dos 10 filmes nacionais mais populares: "Minha Mãe É Uma Peça 3", dirigido por Susana Garcia.

conheça mais sobre a jornada das mulheres no cinema

É claro que a gente tem vários problemas na representatividade na indústria cinematográfica, que acontece com várias minorias e por diversos motivos – e nenhum justificável –, mesmo assim, vamos falar de algumas musas inspiradoras. Elas quebraram barreiras e tiveram brilho no ar durante o percurso. Confira:

quem é considerada a mãe do cinema?

A nossa rainha francesa Alice Guy-Blaché é considerada a mãe do cinema, justamente por ser a primeira diretora e roteirista da história, tendo lançado "A Fada do Repolho" em 1896. Inclusive, ela foi pioneira do cinema narrativo, explorando recursos como áudio, efeitos especiais e técnicas de luz para contar estórias. Enquanto na época, os Irmãos Lumière faziam muito mais registros de vídeo que eram mais focados em mostrar as capacidades de filmagem e não em estórias em si.

Agora vamos pular para outras mulheres de destaque no cinema. Sabemos que você vai amar conhecer cada uma delas, viu? Acompanhe:

Agnés Varda

Essa mulher aqui fez história, sendo uma reconhecida cineasta francesa que começou sua carreira em 1953, com 25 anos. A queen trabalhava com produções de radicalismo narrativo nos filmes mesmo antes do movimento da Nouvelle Vague ter tanta força.

Pioneira, teve 50 filmes assinados com sua direção que tratavam de assuntos reais, como abordagens feministas e sociais. Já corre procurar por esse nome, hein!

Hattie McDaniel

E pra quem já assistiu "E o Vento Levou", provavelmente reparou na excelente performance de Hattie McDaniel, a primeira mulher negra que ganhou um Oscar. Sua atuação no filme encantou muita gente, viu? Não é atoa que a atriz e cantora levou a estatueta de melhor atriz coadjuvante.

Só que, mesmo sendo uma história bacana de lembrar, não podemos esquecer da parte triste. McDaniel foi proibida de ir na estreia do filme e de sentar junto com o elenco na mesa do Oscar. Injustiça atrás de injustiça, sua carreira não terminou nada bem, infelizmente.

Helena Solberg

E que tal falar de uma brasileira que todo mundo ama? Helena Solberg é diretora, produtora e roteirista brasileira que marcou o cinema, sendo a única cineasta mulher que teve produções de destaque no movimento do Cinema Novo. Seu principal foco são as questões da sociedade patriarcal, do moralismo e do olhar estrangeiro sobre a América Latina.

Sua primeira produção foi o curta chamada "A Entrevista" e teve um grande filme de destaque: "Carmen Miranda: banana is my business".

Adélia Sampaio

Primeira mulher negra que dirigiu um longa-metragem no Brasil, Adélia Sampaio deu vida a "Amor Maldito", em 1984. A rainha fez um filme sobre a vida de uma lésbica e seus embates com a justiça, misoginia e homofobia brasileira, tudo isso naquela época!

Além disso, Sampaio foi uma produtora, montadora, câmera, continuísta e maquiadora. Tá bom ou quer mais? Passando por todo o apagamento histórico, ela continua sendo celebrada nos festivais.

Safi Faye

Nascida em Senegal, Safi Faye é uma diretora que lutou muito para conseguir dirigir filmes de distribuição internacional, sendo uma mulher preta, senegalesa e subsaariana na época de 75! Pois é, ela recebeu apoio do Ministério Francês para fazer seu longa-metragem "Kaddu Beykat", assim como também conseguiu dirigir vários documentários e filmes sobre o seu país de origem!

Lucrecia Martel

E que tal falar de nossas hermanas? Lucrecia Martel é uma cineasta argentina de muito destaque, sabia? A mulher foi reverenciada em Cannes por causa da sua exibição de La Niña Santa, inclusive sendo nomeada uma das mais importantes diretoras latino-americanas. Vale lembrar que ela é diretora e roteirista, em 2019 foi presidente do Júri no Festival de Veneza.

Fernanda Montenegro

A gente não ia deixar nossa rainha de lado, né? Ainda mais lembrando daquele Oscar que ela devia ter levado, sendo a primeira e única brasileira a ser indicada ao Oscar – inclusive a primeira atriz latina a ter essa indicação.

Sendo uma das maiores do Brasil, a nossa queen é super influente no cinema, teatro e na televisão, sendo tão ocupada que, em 2019, a mulher lançou três filmes! Isso mesmo, "A Vida Invisível", "O Juízo e Piedade", ainda conseguindo ter tempo para lançar uma biografia.

Meryl Streep

Quem nunca assistiu "Mamma Mia" ou "Diabo Veste Prada", não é mesmo? Carregando duas personagens completamente opostas e performando perfeitamente em ambas, Meryl Streep, já foi descrita pela mídia como a melhor atriz da sua geração.

E é claro que seu maior reconhecimento vem da habilidade de ter versatilidade nos mais diversos papéis. Ela é super reconhecida pelo público e pela crítica, e de brinde ainda é recordista de indicações no Globo de Ouro e no Oscar. Não é pouca coisa, não!

Kathryn Bigelow

E quer mais prêmios? Kathryn Ann Bigelow, cineasta estadunidence, conhecida por seus filmes de guerra, foi a primeira mulher a ganhar um Óscar de melhor direção! Ela levou o prêmio com o filme "Guerra ao Terror", em 2010, e não só isso, conseguiu ganhar com esse longa os prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som! Rainha faz assim, né!?

Anna Muylaert

Voltando para algumas mulheres no cinema brasileiro, não dá pra deixar a nossa querida Anna Muylaert de fora né? A mulher é cineasta, diretora de TV e roteirista, tendo dirigido os ícones atemporais como "Que Horas Ela Volta?", "Mãe Só Há Uma" e "É Proibido Fumar".

Suas produções, que abordavam situações do dia a dia com bastante imersão, refletiam muito sobre a sociedade brasileira e os estigmas que carrega. Além de ter diversos prêmios nacionais e internacionais, Muylaert teve sua carreira de roteirista iniciada com séries clássicas, sendo elas "Mundo da Lua" (1991) e "Castelo Rá-tim-bum" (1995).

Petra Costa

Por fim, também brasileira, nossa querida Ana Petra Costa é um membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, sendo uma cineasta brasileira reconhecida. Ela fez a direção de diversos filmes, a maioria deles carrega um estilo poético e ensaístico único.

Algumas de suas produções de destaque são "Olhos de Ressaca", "Elena, Olmo e a Gaivota" e "Democracia em Vertigem". Inclusive, esse último que citamos foi um dos indicados ao Oscar de melhor documentário!

por que há pouco espaço para as mulheres no cinema?

Várias coisas interferem no nosso espaço no cinema, sabe? Especialmente o machismo estrutural que a gente tem que lidar em diversos momentos da nossa vida.

Para você ter ideia, em 1985, Alison Bechdel criou um teste para medir se a representatividade de personagens femininos é boa. Chamado de Teste de Bechdel, eles analisam as personagens com duas regras: ter duas personagens femininas com nome e elas terem ao menos uma cena sem estar falando sobre homens. Achou absurdo? Acredite, a maioria dos filmes não passa nesse teste, inclusive alguns dirigidos por mulheres.

Um grande problema nisso tudo também é o tokenismo na representatividade, que usa alguns símbolos para servir como uma falsa representação. Vários coisas interferem na nossa vida, no mercado de trabalho, no cinema, na literatura, em todos os lugares que o patriarcado consegue penetrar, e a única forma que temos para vencer esse paradigma é dar as mãos e ir lutar, como sempre lutamos. Não é mesmo?

Esse foi nosso texto de hoje, esperamos que tenhamos ajudado a entender mais! Que tal dar uma olhada nas 6 produções audiovisuais com protagonismo feminino que recomendamos e panfletamos por aqui? Compartilhe esse post com suas amigas e até a próxima!


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