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sua sacola está pelada

mães lunares, as fadas madrinhas da modernidade

mães lunares, as fadas madrinhas da modernidade | pantys

No último texto, falamos sobre como uma mãe pode criar um ritual de passagem para sua filha na primeira menstruação, como forma de naturalizar esse processo e criar meninas-mulheres que desde cedo possam entender que não é preciso sentir medo ou vergonha, conscientes do que está acontecendo e do que virá nessa nova fase, um momento que pode sim ser recebido com muito amor e aceitação.

A proposta de hoje é pensarmos sobre quantas coisas diríamos para nós mesmas aos 12 anos. Você consegue imaginar quanto sofrimento e quantas dúvidas poderiam ser evitadas? Consegue pensar em quantos bons conselhos poderíamos ter seguido? Mas foi preciso vivenciá-los para aprendê-los, pois antes não tínhamos acesso à tanta informação e muito menos a diálogos abertos sobre menstruação. Agora, já conseguimos viver um processo que caminha para que possamos mudar de vez essa visão ruim sobre ela, né?

Então que sejamos apenas gratas pelos caminhos que nos trouxeram até aqui, nesse momento de mais liberdade. Nós não podemos voltar no tempo, mas podemos fazer diferente a partir de agora, principalmente auxiliando meninas que estão se tornando mulheres, transmitindo nossas saberes e experiências.

Essa fase não é nada fácil, imagine só: essa menina vê todas as dificuldades e desafios que as mulheres adultas passam e, do dia pra noite, dizem à ela que ela agora é essa “mulher”. Mas graças a nós mesmas, estamos mudando essa imagem equivocada e difícil, só com desvantagens de ser mulher e vendo muito além. Assim, estamos não apenas lutando pelos nossos direitos, como também enxergando tudo de maravilhoso que temos dentro de nós.

No ritual de passagem já falamos um pouco sobre as mães lunares, mas esse tema tem um potencial tão gigantesco de transformar essas meninas em mulheres confiantes, que hoje vamos nos aprofundar para que possamos entender tudinho sobre como podemos fazer parte disso. Sabia que mesmo se não formos e se não quisermos ser mães, podemos ser "fadas madrinhas" ou, como preferimos chamar, "mães lunares"? Nos contos de fadas atuais, as fadas madrinhas são famosas por presentes materiais, mas nesse caso, o que as fadas proporcionam são saberes, apoio e experiência sobre o feminino. Não é incrível?

Mas como é isso? A mãe escolhe algumas mulheres, amigas com quem ela e a filha têm proximidade e/ou identificação, e apresenta como suas fadas madrinhas logo após a primeira menstruação da menina. Pode ser uma só, duas ou três, não mais do que isso, para que a importância do significado não diminua.

Na hora de apresentar a mãe lunar, é importante pensar em eternizar o momento com um pequeno evento, pode ser apenas um almoço ou jantar, por exemplo, para trazer um ar de celebração, mas também de comprometimento dessas mulheres. Imagine a uma mãe falando mais ou menos assim: “Filha, essas são suas mães lunares, daqui pra frente, qualquer dúvida ou ansiedade que você tenha, podem ser compartilhadas com elas, que estarão ao seu dispor para caminhar com você nessa sua nova fase, por isso, compartilhe com elas as experiências que quiser e dialogue sobre o que sentir vontade, para que esse momento seja o mais incrível possível. São elas que daqui em diante irão te apoiar em qualquer assunto do feminino, em tudo que envolva ser mulher".

A partir daí muitos momentos de muita troca podem surgir, com a proposta de encontros não formais, para bater papo e abrir um espaço para que essa menina cheia de dúvidas se expresse e para que tudo flua. Esse “amadrinhamento” não envolve nenhuma religião, é um acordo feito entre a mãe, a menina e essas fadas madrinhas moderníssimas!

Já pensou que incrível ser uma mãe lunar? É como se pudéssemos voltar no tempo e reviver essa fase, mas de maneira mais fluida, como pode ser, e ainda temos a chance de mudar o mundo, pois essa menina vai crescer muito mais livre e confiante. É uma chance de criarmos laços de trocas riquíssimas com a nova geração. Uma das principais tarefas é acompanhar as mudanças e oferecer suporte para que ela enxergue a menstruação como algo especial, importante, e não com ódio, com medo ou com culpa, e oferecer auxílio sobre as questões de sexualidade. Já pensou que delícia pode ser também ter a oportunidade de não deixarmos que essa menina enfrente esse mundo totalmente novo sozinha? Compartilhando nossos saberes e dando a chance para que ela tenha acesso a outros pontos de vista, além do da mãe, é ajudar a desvendar juntas uma nova fase de amadurecimento.

Outra ideia interessante é que as mães lunares ofereçam um presente para consagrar o “amadrinhamento”, não precisa ter valor financeiro, apenas simbolizar a intenção. Uma sugestão são as mandalas lunares, para que essa menina preencha e conheça sobre o seu ciclo, observe e registre as mudanças em seu corpo, como um hábito para a vida toda - um eterno aprendizado sobre ser mulher. Ao longo do tempo, vocês podem comparar suas mandalas, buscando encontrar semelhanças e diferenças, e isso pode ser muito divertido, e aumentar ainda mais a intimidade na relação entre vocês.

O novo mundo que estamos construindo é muito lindo e faz bem para as mães, para as filhas e para as fadas madrinhas, para o universo feminino como um todo. Nesse mundo, as mulheres compartilham suas experiências e conhecimentos, as mais novas aprendem a ter essa visão de respeito com quem veio antes e tudo se torna mais natural, como deve ser se tornar uma mulher. Essa experiência das mães lunares resgata as nossas ancestrais que compartilhavam seus saberes, iniciavam as mais novas, colocavam as mais velhas como detentoras de conhecimentos a serem transmitidos, trazendo para a maternidade um senso de comunidade que perdemos ao longo do tempo e aumentando ainda mais a nossa força feminina por meio da união.  

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