5 livros de ficção que tiram a maternidade do lugar romantizado

5 livros de ficção que tiram a maternidade do lugar romantizado

Que a maternidade é um tema extremamente romantizado na cultura ocidental todos nós sabemos. E é claro que esse fenômeno não surgiu nos dias de hoje com novelas, revistas, séries, filmes ou livros. 

Esse assunto ainda precisa ser muito debatido e foi pensando nisso que hoje levantamos aqui uma lista de 5 livros de ficção que ajudam a iniciar a reflexão desse tema. 

Suíte Tóquio - Giovana Madalosso 

Em "Suíte Tóquio" conhecemos a história de duas mulheres que atravessam a jornada da maternidade de forma completamente diferentes entre si. De um lado, temos Fernanda, uma mulher bem sucedida, que trabalha com o mercado audiovisual, e é mãe da Cora. De outro, temos a segunda narradora da trama, Maju, a babá que trabalha para ela. 

Enquanto Fernanda lida com suas questões profissionais, pessoais e amorosas, Maju rapta Cora. E é com esse pontapé inicial do livro que vemos duas mulheres prestes a enfrentar duas jornadas muito distintas. Fernanda se culpa pela falta de conexão com a filha, seu casamento e o quanto sua carreira atravessou isso. Já Maju lida com o desejo de maternar e o quanto ela estava disposta a sacrificar por isso. Essa leitura promete muitas reflexões.

Garota, mulher, outras - Bernardine Evaristo 

Uma narrativa com 12 personagens, onde cada uma ganha um capítulo do livro. Dentre as doze, onze se identificam com o gênero feminino e uma se identifica com o gênero neutro. A mais nova tem menos de 20 anos e a mais velha tem mais de 90 anos. Todas vivem na Inglaterra mas são imigrantes ou descendentes de imigrantes de países da África ou da região caribenha. 

No decorrer do texto essas histórias vão se entrelaçando e o leitor vai entendendo que essas 12 figuras tem muita coisa em comum. Este livro traz um recorte de identidade, raça e sexualidade, mostrando como as relações geracionais entre mães, filhas, avós e netas são complicadas e extremamente poderosas. 

Meu nome é Lucy Barton - Elizabeth Strout 

Lucy está há três semanas em um hospital em Nova Iorque se recuperando de uma operação. Sofrendo com saudades das filhas e do marido, ela recebe uma visita inusitada de sua mãe, com quem ela não falava havia anos. 

Nas cinco noites que as duas passam juntas não acontecem momentos de brigas ou descontentamento. Em "Meu nome é Lucy Barton" acompanhamos uma história de perdão e entendimento entre mãe e filha. Essa trama mostra como um relacionamento maternal não está nos grandes gestos e diálogos, mas sim, na simplicidade e no respeito. 

O Impulso - Ashley Audrain

Blythe, protagonista deste livro, está determinada a ser uma mãe perfeita, calorosa e acolhedora que ela nunca teve. Até que nasce a sua primeira filha e ela percebe que a sua idealização da maternidade estava longe de condizer com a realidade.

Esse é um livro que fala dos danos da glamourização da maternidade, depressão pós-parto, abandono, sobre os momentos naturais de não amar e desejar os filhos a todo instante e muito mais. "O impulso" é uma leitura eletrizante!

A Filha Perdida - Elena Ferrante

Para quem acompanhou a última temporada de premiações de Hollywood, esse título não deve ser estranho. "A Filha Perdida" ganhou uma adaptação para as telas do cinema no final de 2021 e rendeu muitos elogios. E isso não poderia ser diferente, afinal, o livro é espetacular!

Na trama, vemos a história de Leda, uma professora que decide tirar férias na Itália, em uma fase onde suas filhas já estão praticamente adultas e morando com o pai. Durante as férias, Leda conhece uma família com uma criança, o que a faz repensar e reviver muitos momentos pessoais. Esse é um livro que fala sobre a ambivalência da maternidade, o medo do abandono e muito mais. 

*Esse texto foi escrito por Renata Moriz

 


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