você sabe o que é interseccionalidade?

você sabe o que é interseccionalidade?

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Palavrinha complicada, né? Mas ela tem um peso e tanto. Diferente de várias # que invadiram as redes sociais há um tempo, a interseccionalidade compreende, antes de tudo, o conhecimento de que não somos todos essa ou aquela pessoa. Temos origens distintas, experiências complexas, somos mais ou menos oprimidas, mais ou menos privilegiadas, mais ou menos discriminadas. Se você é uma mulher branca, por exemplo, com certeza não viveu o racismo estruturalizado em nossa sociedade. Entender isso é essencial para a construção de um mundo mais justo.

Mas, pera, se você está confusa e se perguntando como reconhecer as diferenças que temos pode auxiliar na conquista da igualdade, a gente explica. Segue o fio :)

reconhecendo onde estamos

Se assumimos que não somos iguais, somos obrigadas a nos questionar sobre o que nos difere, o que faz com que uns tenham determinados privilégios e o que permite que outros não tenham seus direitos garantidos. A interseccionalidade é parte desse caminho de reconhecimento, mas também de transformação política. Não é sobre dividir pessoas em categorias, mas sobre entender que um sujeito é construído em vários sentidos. A gente dá um exemplo: o grêmio feminista de uma universidade é composto por mulheres, mas, dentro dele, pode existir uma enorme gama de fatores diferenciais — classe social, raça, mulheres trans, lésbicas, com deficiência etc. Alguns marcadores fazem com que tenhamos, automaticamente, privilégios garantidos ou direitos restringidos. É por isso que não uniformizar determinada luta é importante, sabe?

uma mulher interseccional

Quando falamos que somos mulheres do futuro, estamos falando também dessa consciência em reconhecer em que posição estamos e em fazer da interseccionalidade um caminho. Se tivermos em posição de privilégio, é essencial que a gente ceda o lugar de fala, que a gente escute com quem vive determinada experiência e que aprenda com os erros apontados. É essa postura de abertura genuína que faz com a gente entenda e se engaje em pautas sociais importantíssimas. As formas de opressão se inter-relacionam e, por isso, precisamos olhar pra tal mecanismo partindo desse prisma complexo que cruza diferentes preconceitos — racismo, sexismo, classismo, capacitismo, xenofobia, bifobia, homofobia, transfobia e outras intolerâncias. Só assim seremos capazes de mudar esse jogo.

_ Dica preciosa pra você aprofundar o assunto por aí
O livro Interseccionalidade, de Carla Akotirene. E, ah!, o perfil dela no Instagram também é imperdível. Tem de seguir <3



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