Porque a saúde mental precisa ser prioridade? A visão de quem já teve a Síndrome de Burnout

porque a saúde mental precisa ser prioridade?

Em Outubro do ano passado, eu passei por um período extremamente desafiador no Mulheres no Comando.

Trabalhava mais de 16 horas por dia, não conseguia ter finais de semana, nem dias de descanso, apesar de fazer o que eu amo minha mente e meu corpo não aguentaram a pressão: Fui diagnosticada com a Síndrome de Burnout.

Felizmente, por sempre estar em busca de autoconhecimento e de me entender, notei rápido que havia algo de estranho comigo. Os sinais eram um extremo cansaço, fadiga e uma dificuldade de raciocinar coisas mais densas e ter novas ideias, coisas que para mim eram totalmente diferentes e me fizeram perceber que algo estava errado.

Obviamente, o estresse causado pelo ano de 2020 e o início da pandemia de COVID-19, que nos colocou em isolamento social também teve um efeito potencializador de todo esse processo e me fez chegar a esse extremo.

No entanto, não posso me eximir de não ter tido a consciência de me preocupar com minha saúde mental, que para uma pessoa saudável de 28 anos, era algo novo.

Graças à rapidez do diagnóstico e um acompanhamento com o psicólogo e um psiquiatra, consegui me recuperar em poucos meses. Contudo, ficou claro o aprendizado para mim: jamais negligenciar minha saúde mental novamente.

Quando falamos de saúde mental, estamos falando de um tema delicado, uma vez que os sintomas. E, a interpretação deles podem nos levar a sentir ainda mais culpa por não estar dando conta, por não ter a disposição e a vontade necessárias para fazer o que precisamos e acredito que esse seja o maior obstáculo para as pessoas procurarem ajuda antes que o quadro seja sério demais e muitas vezes irreversível.

Na minha experiência, o melhor caminho nesses momentos é fazer uma autoavaliação honesta sobre a sua condição e, se realmente houver dúvidas, assim que possível buscar um profissional que possa ajudá-lo nesse caminho de recuperação.

Resistir em buscar apoio das pessoas ao seu redor e falar abertamente sobre como está se sentindo não vai resolver a situação, mas poderá levá-lo a um quadro mais crítico.

Hoje, tento levar uma vida mais equilibrada e vou compartilhar algumas dicas que tem me ajudado nesse caminho:

1. Colocar meu autocuidado na agenda

Isso mesmo, tudo que é prioridade para nós precisa estar na agenda juntos com os demais compromissos para que você e as pessoas ao seu redor realmente respeitem e compreendam a necessidade destes momentos.

2. Começar o dia de uma forma mais leve

Adiei em uma hora o meu início das atividades do trabalho, desta forma, consigo levantar com calma, tomar um bom café da manhã e começar meu dia com mais leveza e disposição.

3. Saber o momento de parar

Definir pausas ao longo do dia e um limite de horas trabalhadas também tem sido importante para mim, assim consigo conciliar outras atividades como assistir filmes e séries, passear com minha cachorrinha e ler coisas que gosto.

Apesar desses cuidados, ainda existem momentos que vem com muito trabalho e estresse e tenho me permitido recuar e me cuidar em dias assim sem sentir culpa ou frustração por não conseguir dar conta de todas as tarefas.

Nosso relacionamento conosco é essencial nesse caminho, e tem algumas palavras que eu considero chave: autoconhecimento, autocuidado e auto compaixão, elas serão essenciais na jornada de entender sua saúde mental como um tema central para sua saúde e felicidade.

JÉSSICA PARAGUASSU
Empreendedora especialista em Negócios e Neurociência, fundou o @mulheresnocomandosp para ajudar mulheres a despertarem todo o seu potencial
profissional e transformar o mundo corporativo num ambiente mais igualitário



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