amiga, você está admirando ou se comparando aos outros?

amiga, você está admirando ou se comparando aos outros?

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A diferença pode ser sutil, mas, lá no âmago, faz uma diferença enorme, sabe? Com a scrollagem infinita das redes sociais e a invasão das vidas perfeitas às nossas vistas — é viagem pra lá e pra cá, comida instagramável, o trabalho dos sonhos, o casamento ideal, os filhos que não fazem birra, ufa! — fica difícil digerir o que nos chega à retina e o que nos faz morada na essência, como aquela pulguinha atrás da orelha, né?

Mas a gente te dá a mão e abre esse espaço de conversa para garantir que sejamos cada vez mais amorosas com nós mesmas. Vem cá :)

Admiração, por significado, é um sentimento de assombro, surpresa, espanto ou afeto diante de algo. Já comparação é o ato ou efeito de comparar; cotejo, confronto. E, em essência, a comparação já é um sistema falho. Explicamos: quando olhamos a narrativa de outra pessoa, estamos vendo um frame muito simples de determinada situação, acontecimento, vitória. Esquecemos que por trás daquela cena congelada há todo um bastidor de desafios, obstáculos, frustrações, falhas, desistências, erros. É assim com todo mundo. Pegue como exemplo algum mérito seu e pense em tudo que você trilhou para chegar lá. Agora, imagine a foto do Instagram. Por mais que a sua legenda seja das mais sinceras, a verdade, por completo, não está ali, né? E é assim com todo mundo, pode acreditar. O que mostramos é uma parte editada do que somos e fazemos. E, por isso, a comparação não se finca em terreno fértil: porque estamos fazendo o exercício de nos compararmos a uma semi-verdade.

“A razão pela qual lutamos com a nossa insegurança é porque comparamos nossos ‘bastidores’ com o filme de ‘melhores momentos’ da vida dos outros.”
Frase de Steve Furtick citada por Melaine Perkins, criadora do Canva

e tem jeito?

Ô se tem! :)

Na próxima vez que você notar a fagulha da comparação surgindo por aí, tome conhecimento sem julgamento do que está passando na sua cabeça e dos sentimentos que estão surgindo. Estarmos cientes do que se passa dentro de nós já é um passo e tanto para não repetir comportamentos e transformá-los em padrões e hábitos nocivos. E aí, você pode se perguntar o que fazer com esse sentimento, sabe? “Será que posso transformá-lo em inspiração?”, “Quero mesmo isso que estou desejando ou invejando?”, “Faz sentido me comparar se não sei o que essa pessoa teve de enfrentar para chegar lá?, “A conquista ou ponto forte dessa outra pessoa faz de mim mais fracassada ou fraca?”. Na maioria das vezes, a simples abertura ao questionamento fará pequenos furinhos nas inverdades que contamos pra nós mesmas.

Mas, se mesmo assim, a comparação ainda apertar por aí e perigar de se transformar numa inveja daquelas, tente praticar o contentamento pelas realizações dos outros. Não é uma competição. Se alguém logrou algo ou parece feliz ou realizou um sonho, isso não tira as suas chances de fazer o mesmo — e aqui, claro, estamos falando de situações cotidianas, entre amigos, ou naquele entradinha despretensiosa no Instagram, sabe? Mas é preciso lembrar que o privilégio faz, sim, com que muitas oportunidades sejam ceifadas e que a competição social prejudique, principalmente, pobres e pretos.

quando a admiração ganha força e vira ação

Existe um movimento ainda mais lindo que pode brotar da admiração. Quando passamos a notar determinada coisa que tal pessoa faz ou tem e começamos a imaginar o trajeto que ela percorreu para chegar ali, dentro de nós pode surgir uma fagulha de inspiração para que transformemos o sentimento de admiração em ação e que possamos, nós mesmas, traçar o caminho desejável para que cheguemos a um lugar parecido. Não é sobre invejar, mas sobre colocar em movimento um sentimento benéfico, que pode estar a serviço dos nossos próprios sonhos, metas, anseios. E se nada disso que falamos for suficiente para você começar a olhar para essa duplinha antagônica de outro jeito, deixamos os últimos três motivos derradeiros que a gente tem certeza que vai convencê-la por aí: comparar-se cria amargura, é perigoso para nossa saúde mental e, além de tudo, não há nada que comprove que nos impulsiona a realizar nossos objetivos.

E aí? Convencida? Esperamos que você se olhe com mais amor a partir dessa reflexão e que saiba que sua jornada é única — e que é isso que faz de você tão especial. <3



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