amamentar é transbordar amor

amamentar é transbordar amor

A única certeza que tenho sobre a maternidade é que ser mãe é se desfazer de todas as suas certezas.

Para mim, mãe de primeira viagem, era óbvio que eu iria amamentar, afinal, é natural, não? Pois durante a gravidez eu descobri que não, amamentar não é tão simples e intuitivo quanto parece.  

Para começar: nunca pensei que amamentar cansasse tanto. Que exigisse tanto do corpo. Mas, além disso, que exigisse tanto emocionalmente. É muita energia vital envolvida, doação extrema, é não dormir, é ter muito (mas muito mesmo) a aprender, é esforço e é cansaço. Mas acima disso tudo, é amor e é poder, é transcender.

A recomendação da OMS é que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses. Ou seja, que durante todo os primeiros 6 meses de vida a criança se alimente exclusivamente de você. Minha filha nasceu bem média, com 3kg mais ou menos. Com 6 meses de idade ela já tinha mais que 7kg! Então além do meu corpo ter produzido praticamente do zero um novo ser humano altamente complexo, ele ainda foi capaz de nutrir esse serzinho a ponto de ele quase dobrar seu peso em pouquíssimo tempo. Cada dia ficava mais claro o quão poderoso e incrível meu corpo poderia ser.

Além disso, tem que saber da pegada certa, apojadura, formato do mamilo, ordenha, mastite, leite empedrado, ducto entupido, e tudo isso vivendo o puerpério (a fase entre o parto e a volta da menstruação, mas que vai muito além de questões do corpo e que dura muito, mas muito mais do que os “especialistas" dizem), sob a pressão de a aparência voltar ao que era antes, de voltar a trabalhar, de “voltar a ser mulher” - como se cuidar de um humaninho que acabou de chegar ao mundo não fosse ser mulher.

Uma coisa que eu percebi ao ser mãe é que a mesma sociedade que “exige” que você seja linda maravilhosa poderosa o tempo todo, te oferece apenas produtos que te movem de uma categoria de mulher para mãe, de forma brusca, sem avisar, sem ter pra onde correr. Por muito tempo, e ainda hoje em alguns momentos, eu já não me reconhecia nas minhas roupas e muito menos nas roupas íntimas. Era como se, ao nascer um bebê, eu tivesse que deixar de lado tudo que me fazia me sentir eu, me sentir bonita e me sentir mulher. No auge do puerpério me sentei no chão do provador de uma loja chorando porque não me reconhecia naquele mundo de roupas e lingeries pós-parto, pensando que o problema era eu, em querer apenas "continuar me sentindo eu" também, expressando minha personalidade, minhas preferências, como se fosse errado!

Eu tive hiperlactação, o que pode parecer muito bom, já que escutamos muitas mulheres reclamando de “pouco leite" (aliás, vale a pena ler sobre isso e ver que a impossibilidade de amamentar tem muito mais a ver com pegada certa e rede de apoio do que com quantidade de leite. Nosso corpo é perfeito!). Esse excesso de leite, além de me render muitas e muitas noites em claro e idas ao pediatra por refluxo da minha filha, também me fez passar por situações bizarras - tipo “vazar” uma cachoeira de leite pela minha blusa enquanto eu conversava com o garçom do café que eu vou todos os dias porque o chamado “absorvente de seio” não aguentou nem as primeiras horas da manhã.

Além de sair correndo com muita vergonha, me senti culpada, por estar ali, trabalhando. Sempre tendemos a nos culpar e na maternidade isso vem com tudo, mas é preciso respirar e lembrar que a grande verdade é que mãe tem que estar onde ela quiser (e precisar). O que realmente é essencial é uma rede de apoio, tanto da sociedade quanto de produtos que venham nos ajudar a entrar nessa fase com a máxima paz.

Amamentar é sim muito aprendizado, é tudo novo e tem um ser humano que depende inteiramente de você, em todos os sentidos. Mas amamentar é também um chamado do mundo para uma pausa, é parar tudo e apenas sentir (às vezes ficamos ali paradas pensando no tanto de coisa que temos pra fazer), é uma pausa para viver um momento que vai te conectar para sempre com aquela pessoa, uma pausa para lembrar do que realmente importa. Uma pausa na correria do “fazer”, para “ser”. Ser mãe é nunca parar e ao mesmo tempo pausar o tempo todo.

Amamentar é ver seu peito se enchendo e se esvaziando de leite todos os dias, é um lembrete constante e fisiologicamente inegável da sua importância no mundo. É uma tarefa de entrega total, sem dia nem horário para amar e ser amada.

Mas basta aquele olhar para entender o que realmente importa. O olho no olho desse momento te faz existir, parece que aquelas duas bolinhas pretas de infinito da minha filha me levam para um outro lugar, como se ela pudesse ver minha alma e me amasse tanto quanto sou capaz de amá-la. E como eu sou!

Esse é um pedacinho da minha experiência que quis compartilhar com vocês hoje para anunciar uma novidade da Pantys que mal chegou e já amo muito!"

Depoimento de Grazi Shimizu, mãe que há 1 ano e 5 meses transborda amor sem fim.

Compartilhamos esse relato lindo e sincero (obrigada Grazi Rainha), porque estamos apaixonadas por um outro universo: o da amamentação! Que sorte a nossa de conhecer essas mulheres super poderosas que são as mães e futuras mamães, e queremos conhecer mais ainda, até o infinito e cada pedacinho de suas histórias, sabe por que? Estamos lançando essa novidade que é PURO AMOR: os sutiãs Pantys para amamentação. <3

Desde que lançamos a marca, essa ideia esteve latente com a gente: por que não usar a mesma tecnologia das calcinhas para facilitar a vida das mães? Mas, primeiro queríamos entender ao máximo a experiência de várias mães (desde a fundadora da marca até amigas de amigas de amigas) para criar um produto que realmente fizesse diferença. E, ao ouvir várias mulheres e suas experiências com gravidez e amamentação, aprendemos e nos emocionamos até o fundo da alma.

A maioria das histórias mostravam mulheres que viveram uma fase cheia de extremos. Por um lado, nascia o maior amor do mundo. Por outro, mais no fundo, quase escondido, mudanças loucas e contínuas em seu corpo, como o “vazamento de leite”. Além disso, uma confissão de não se identificarem com roupas e lingeries existentes para grávidas, mas terem escondido isso da maioria das pessoas, por se sentirem culpadas ou erradas.

O que ficou claro pra gente, em cada história, é que as mulheres, ao terem um filho, transbordaram amor por todos os poros e também pelos seios, através do leite. Não existem “vazamentos” quando falamos de amamentação, existe uma mulher com um corpo super poderoso transbordando um amor que alimenta e faz viver.

E todas elas merecem apoio para enfrentar todas as mudanças, tanto emocional quanto de produtos que possam ajudar a se sentirem as deusas poderosas que elas são. Não existe ser mais iluminado que uma mulher grávida ou que acabou de ser mãe, e isso acontece porque elas são o estado puro do amor e da doação.

Então, o que criamos, com todo amor do mundo, foram sutiãs que permitem que não tenha nada entre elas e o sutiã, nenhum absorvente descartável, apenas sua pele e a tranquilidade para amamentar, para transbordar esse amor da forma mais natural e confortável do mundo. Com o mesmo tecido tecnológico das calcinhas, criamos uma peça de fácil acesso, confortável e, além de tudo, LINDA. Nada menos do que uma mãe merece, não é mesmo? <3



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