alimentação é transformação

alimentação é transformação

Cada vez que a gente come alguma coisa, estamos colocando algo de fora do nosso corpo, para dentro - é como se a gente ingerisse um pedaço do universo e talvez seja até por isso que sentimos essa saciedade tão grande, como se preenchêssemos um vazio, uma ansiedade interna. E, para além da metáfora, estamos, de fato, ingerindo uma parte do planeta, afinal, esse alimento veio de algum lugar. Hoje vamos falar como nossa alimentação influencia diretamente o funcionamento do nosso organismo e também o funcionamento do meio-ambiente.

No começo de tudo, quando as pessoas se alimentavam apenas de raízes, plantas, frutas e animais caçados, a alimentação não modificava significativamente os ciclos da natureza. Mas, cerca de 12 mil anos atrás, com a agricultura e a domesticação de animais, tudo começou a mudar e hoje a agricultura e agropecuária são grandes indústrias que utilizam diversos métodos artificiais para aumentar o lucro: como fertilizantes e pesticidas químicos, manipulação genética, além dos hormônios injetados em animais; sem contar o combustível utilizado nos transportes desses alimentos. Essa é a cadeia alimentar industrial.

Quando pensamos em sustentabilidade, logo nos vem a cabeça coisas como não poluir, reciclar o lixo e economizar água mas, dificilmente, lembramos que nossa alimentação, algo tão básico, é um grande agente em toda essa história. Cada vez fica mais claro que comer é um ato político que determina as diversas relações atuais da nossa sociedade.

Muitas vezes, buscando uma vida mais saudável, apontamos os “vilões”, como o açúcar, a gordura e os carboidratos, mas se pararmos pra pensar, um fator importantíssimo é a procedência desses alimentos e não apenas sua categoria. Claro, o consumo equilibrado é importante, mas muitas vezes a origem e os processos que esses alimentos sofreram até chegar até a gente são capazes de influenciar nosso bem-estar e nossa saúde mais do que imaginamos. Quando comemos uma comida super industrializada, temos um prazer momentâneo, mas como nos sentimos depois? Geralmente cansadas, com sono, sem energia. Isso acontece por conta dos diversos conservantes, sódio e gordura contidos na refeição, mas também por conta da energia que essa comida carrega (ou muitas vezes, não carrega). Ela traz sabor, mas há quanto tempo está ali? Há quantos dias, meses, anos atrás ela foi feita? A que custo humano? Com qual cuidado? O cenário muda totalmente quando lembramos de como nos sentimos ao comer uma comida feita por nós mesmas ou por alguém que conhecemos, com ingredientes frescos e com a procedência mais natural possível. A digestão é mais fácil, não consome tanta energia, acabamos nos sentindo mais leves e felizes durante e após a refeição. Quanto mais processado o alimento, mais a digestão será difícil, pesada - tanto para nós, quanto para a natureza.

E os resultados não acontecem só no dia, mas na nossa pele, no nosso cabelo, nas nossas unhas, as comidas “sem vida”, deixam a gente com as energias em baixa também, resultando em espinhas, dor de estômago, problemas no intestino, dor de cabeça - a alimentação pode ser a causa e a cura de grande parte dos problemas do nosso corpo.

Você sabia que nosso intestino é considerado, por muitos médicos, como o nosso “segundo cérebro”? Isso porque ele é reconhecido como órgão autônomo, capaz de executar funções independentemente de estar conectado ao sistema nervoso central. O órgão concentra, 80% do potencial de imunidade do corpo humano, além de ser grande produtor de hormônio de crescimento, um verdadeiro coringa no combate aos sintomas do envelhecimento. E, além de tudo isso, ele é responsável por produzir 90% da serotonina, substância responsável pela nossa sensação de bem-estar, é produzida pelos intestinos? Ou seja, minha gente, alimentação é realmente tudo na nossa vida.

Não queremos aqui impor nenhuma mudança radical ou apontar o que é certo ou errado, apenas iniciar uma conversa e uma tomada de consciência para que lembremos que temos várias opções, então devemos escolher e não continuar no automático, pois somos responsáveis pelos nossos atos. E, ao mesmo tempo, pequenas mudanças podem fazer muita diferença pra natureza interna e externa. Por exemplo:

  • Observar a quantidade de embalagem que aquele alimento carrega;
  • Buscar consumir frutas da estação e evitar as que possuem selinhos internacionais, afinal, elas cruzaram o oceano para estar ali;
  • Observar a validade dos produtos industrializados, quanto mais longa, mais conservantes;
  • Procurar feiras, cooperativas e iniciativas que ofereçam produtos orgânicos e/ou de agricultura familiar - muitas delas entregam cestas mensais em casa a um preço super acessível.

E, por fim, sempre refletir: o que esse alimento carrega consigo e que vou colocar dentro de mim? Quanta energia, quanta vida, existe nele? A nossa saúde está diretamente ligada a saúde do ambiente, cuidar do planeta não é uma coisa distante e começa de forma bem simples: cuidando de nós mesmas.

Tem mais dicas para essa caminhada saudável? Nós vamos adorar saber, conta aqui nos comentários e vamos juntas!



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