6 mitos e verdades sobre amamentação: livre-se das dúvidas!

Por: Deborah Delage. Consultora de Lactação certificada internacionalmente pelo IBLCE, Laserterapeuta, Educadora Perinatal e Doula. Atende famílias há mais de 15 anos e também oferece suporte de prática supervisionada a profissionais menos experientes.

Amamentar — palavra grande, lotada de significados e rodeada por muitos mitos. Quem nunca ficou confusa com tanta informação conflitante ou contraditória, levanta a mão: são tantos “deve” e “não pode” que fica difícil identificar o que realmente importa saber para ter uma experiência positiva de amamentação.

São muitas as situações que podem nos confundir. Nesta matéria, apontamos algumas das mais frequentes. Vem com a gente para sanar essas dúvidas de uma vez por todas.

  1. Bebê que mama toda hora fica mal-acostumado?

MITO - É comum esperar que haja regularidade na demanda do bebê pelo peito, afinal nossa vida é toda cronometrada. Porém, nos primeiros meses de vida, as necessidades da criança não correspondem a essa expectativa e precisam ser satisfeitas de acordo com sua demanda para que seu desenvolvimento seja adequado. Além disso, a definição de horários fixos para as mamadas pode resultar em redução da quantidade de leite produzido. Por essas razões, recomenda-se que durante os seis primeiros meses o bebê seja amamentado sempre que quiser.

  1. Amamentar não é suficiente para evitar engravidar?

VERDADE - Quando o bebê é amamentado em livre demanda exclusivamente com leite humano, e sem a utilização de apetrechos como chupetas ou mamadeiras, há uma tendência de não ocorrer a ovulação, condição para ocorrer a fecundação e uma nova gravidez. No entanto, caso essas condições mudem, ou à medida que as mamadas fiquem mais espaçadas devido à introdução alimentar ou seu retorno ao trabalho, por exemplo, aumentam as chances de que ocorra uma ovulação e você engravide. Caso não seja sua intenção engravidar nessa fase, é fundamental discutir com o profissional que a atende sobre as alternativas de métodos contraceptivos disponíveis para quem amamenta.

  1. Se o bebê não arrota, não está satisfeito?

MITO - Bebês que acoplam direitinho no peito e fazem uma pega adequada normalmente não costumam arrotar com frequência. Isso acontece porque seus lábios ficam bem “coladinhos” no seio, evitando a entrada de ar durante a mamada. O arroto é mais comum em crianças que recebem alimento por meio de mamadeira, ou naquelas que por algum motivo não fazem uma boa pega no peito. Como todo ar que entra no estômago precisa sair, vem em forma de arroto, muitas vezes empurrando para fora algum leite que ainda estava no caminho.

  1. Não é preciso esperar o peito encher para dar de mamar?

VERDADE - mamas muito cheias, principalmente depois que passa o período da apojadura (a famosa “descida do leite”), podem ser um sinal de drenagem inadequada, inclusive pela prática de determinar horários fixos para as mamadas. Quando o leite se acumula nos seios, entra em ação uma substância que inibe a produção, levando gradualmente à redução do volume produzido, caso se mantenha esse hábito de aguardar encher. A maior parte do volume de leite que o bebê extrai é produzida durante o ato de mamar.

  1. O insucesso na amamentação é de família

MITO - Vivemos numa cultura tão contaminada pelo desmame precoce que muitas vezes várias pessoas de uma mesma família passam por dificuldades parecidas na amamentação. Entretanto, o que pode parecer algo hereditário, na imensa maioria das vezes é fruto da repetição de hábitos com potencial para promover o desmame, resultado de orientações e crenças inadequadas sobre o manejo da alimentação e o comportamento habitual dos recém-nascidos. Portanto, se na sua família há muitos casos de insucesso, fique atenta e busque orientação profissional qualificada.

  1. Tome água na medida de sua sede

VERDADE - Amamentar dá sede, claro! É fundamental manter-se bem hidratada, e uma boa forma de verificar isso é a observação da própria urina - se estiver transparente e clara, provavelmente você está ingerindo um volume adequado de líquidos. Para garantir, deixe garrafinhas espalhadas pelos locais onde você costuma amamentar, pois depois que o bebê começa a mamar fica difícil ir buscar água. Por outro lado, não há benefício em beber quantidades excessivas de líquidos, com a finalidade de produzir maior volume de leite. Lembre-se que a dinâmica de produção depende basicamente da extração constante do leite produzido.

E o que fazer para ter uma experiência positiva de amamentação?

Embora sejamos mamíferas, nossa espécie tem particularidades que nos afetam de forma diferente das outras. Somos atravessadas por cultura e práticas sociais que podem interferir tanto positiva como negativamente, dependendo dos hábitos que são estimulados.

Caso seja sua intenção amamentar seu bebê exclusivamente e em livre demanda, fique atenta a estas dicas:

  • Identifique ainda na gestação as crenças das pessoas de sua família sobre amamentação: é muito provável que precise contar com elas como rede de apoio e suporte e vai ser desagradável descobrir divergências sérias nessa área depois que o bebê tiver nascido;
  • Faça um bom preparo educacional durante a gestação com profissionais alinhados com suas expectativas de amamentação;
  • Tenha em mãos o contato de profissionais bem formadas em lactação para o caso de necessidade de suporte no pós-parto imediato ou mesmo nas primeiras semanas de vida do bebê;
  • Lembre-se: ao perceber que algo não vai bem, não espere muito para buscar ajuda - eventos corriqueiros mal manejados rapidamente se transformam em grandes desafios para a manutenção do desejo de amamentar!

Recado da Gestar:
Se você não tem condições de arcar com o serviço de uma consultora de Amamentação, a Gestar consegue te ajudar!

Por lá temos disponível o Atendimento Social, um programa de impacto que busca ajudar famílias em vulnerabilidade. Pelo valor de R$40, você consegue ter acesso a um atendimento de qualidade para buscar toda ajuda e conhecimento que necessita.

Além de consultoras de amamentação, você também consegue encontrar Psicólogas, Fisioterapeutas e Nutricionistas. O programa já atendeu mais de 130 famílias, com índice de satisfação de 97%.

Todas as consultas são realizadas online com profissionais da Rede Gestar. Para participar basta se inscrever na lista de espera. Após isso, eles entrarão em contato.


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