3. segurança que encoraja #ElaDecide

3. segurança que encoraja #ElaDecide | pantys

  1. segurança que encoraja

Nesse novo ciclo pela autonomia sexual que estamos construindo juntas, demos um primeiro passo, criando uma relação de mais intimidade com nosso corpo, em seguida, no passo dois, caminhamos para a informação como uma forma de proteger esse corpo tão sagrado. E agora, no passo 3, vamos pensar mais num equilíbrio entre corpo e mente, para assim conseguirmos dar voz aos nossos limites e nossos desejos.

#MeuCorpoMinhasRegras, mas quando chega na hora do sexo, nem sempre é fácil, né? Por mais conscientes que sejamos, às vezes ainda nos sentimos desconfortáveis em simplesmente fazer ou dizer o que queremos: seja mostrando o corpo, mantendo relações sexuais frequentes ou simplesmente uma dificuldade em dizer “não”. Mas fica tranquila que isso não é só com você, e estamos aqui para nos ajudar, isso acontece por conta de vários valores que estão enraizados e precisamos conhecê-los para quebrá-los.

Por muito tempo o corpo e as regras não foram exatamente nossos, o nosso corpo sempre foi tratado como objeto e nós como se tivéssemos que mantê-lo dentro de um padrão, como forma de torná-lo aceitável, tanto na aparência, quanto na questão de escolhas sobre reprodução: não transar antes de casar, casar e ter filhos - tudo isso era nos imposto, antes formalmente, por meio de contratos, mas o tempo todo como “acordos invisíveis” subentendidos.

Outra coisa que precisamos desconstruir é o conceito da “boa menina”: a boa menina está sempre sorrindo, mesmo quando discorda, se afeta ou se sente triste, a boa menina não sente raiva e sempre pensa e cuida dos outros antes dela mesma, a boa menina jamais diz algo que pode chatear o outro. Ou seja, em resumo, a boa menina só diz sim. Já pensou o quanto isso é sério? Esse comportamento não só anula a liberdade, como também favorece assédios e violência contra nós.

E o que vai acontecer se não formos “boas meninas”? Bom, provavelmente uma revolução e tanto. Vai ser o encontro com essa mulher forte, sincera e que sabe o que quer; ela mora aí dentro e tá ansiosa para sair e propor diálogos francos que vão melhorar sua sexualidade para sempre.

sexo oral

O sexo oral é uma questão ainda muito polêmica entre as mulheres, muitas declaram que não gostam e pensam que é uma questão pessoal, enquanto na verdade é super social e muito mais comum do que se imagina. A gente explica: existe uma grande insegurança feminina quanto a aparência e fluidos de sua vulva, como se sempre tivesse algo errado ou mesmo se a gente não “merecesse” um momento exclusivamente de prazer nosso. Então nossa dica é, se entrega, se protege e se deixe experienciar sem pensar nisso, se não gostar mesmo, tudo bem, ninguém é obrigada, mas se liberta para decidir por você mesma.

aprender a desagradar

“Aprender a desagradar” é muito libertador e nos proporciona esse encontro com o que queremos de verdade e ajuda muito na aceitação do próprio corpo, pois compreendemos que estamos aqui para nos fazer felizes e não para agradar os outros, então essas curvas, essas estrias, essas marcas são apenas nossa história e nos faz únicas no mundo, ter orgulho dessa pele nos estimula a só experienciar o que ela merece.

mostrar o que te dá prazer

Transar é como uma dança, então tão importante quanto demonstrar o que você não quer, é falar o que você quer, o que você gosta, o que te dá prazer (se você ainda tem dificuldade de saber o que é, como a maioria de nós, demos dicas aqui). Lembre-se que do mesmo jeito que você tem dúvidas do que fazer e quando, seu parceiro e/ou sua parceira também estão na mesmíssima situação e vai ser ótimo saber o que você quer que faça mais, onde pegar, como te estimular. Infelizmente a indústria pornográfica distorceu muito o que dá prazer para a mulher e só a gente falando e mostrando que vamos mudar o pensamento coletivo.

todo momento é certo para se proteger

Muitas vezes precisaremos criar o “momento certo” de exigir a camisinha e tudo bem, porque não existe lugar mais nosso no mundo todo que nosso próprio corpo e quando a nossa saúde é o que está em jogo, nada mais justo do que você viver o que quer, pleníssima e protegida, cuidando do seu futuro. Por que transar preocupada também ninguém merece, né?

Quanto mais essas conversas sinceras forem frequentes, mais nos sentiremos felizes e realizadas, naturalizando esse assunto, como deve ser. E, se precisar, busque ajuda na rede de mulheres ao seu redor. Quando mais exercemos nossa voz ativa para expressar e decidir o que queremos ou não para nossa sexualidade, não estamos impulsionando só a gente, mas todas as mulheres, as de agora e as da geração que vem por aí.Estamos abrindo caminho para um ciclo novo, mais equilibrado: cheio de “nãos” que coloca limite e de “sins” super verdadeiros e capazes de nos levar a vivências maravilhosas.

Já estamos chegando quase ao fim dessa campanha, semana que vem é o último papo e ele vem cheio de dicas quentíssimas para espalharmos por aí. Fica pertinho para fecharmos esse ciclo juntas?



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