Tricomoníse: entenda mais sobre essa IST | Pantys

tricomoníase: entenda mais sobre esse tipo de IST

Por aqui, nós sempre falamos que nosso corpo é nossa casa. Cuidar bem dele é fundamental para nossa saúde, bem-estar, autoestima e até mesmo produtividade e relacionamentos. Por isso, hoje o nosso assunto é a tricomoníase. Já ouviu falar?

o que é tricomoníase?

Para iniciar o nosso papo, vamos a uma pergunta fundamental: afinal de contas, o que é tricomoníase? Ela é mais uma das diversas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs, antigamente conhecidas como DSTs) que pode afetar homens e mulheres de diferentes faixas etárias.

Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano de 2016, 156 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos já foram diagnosticadas com essa IST. Vale ressaltar, também, que o contágio entre nós, mulheres, pode ser ainda maior, e varia de 60% a 80% em uma relação sexual desprotegida.

quais são os sintomas da tricomoníase?

Em diversos casos, essa complicação médica pode ser assintomática, mas quando os primeiros sinais da infecção começam a surgir, é possível notar um corrimento vaginal amarelo ou amarelo-esverdeado que vem acompanhado de um forte odor.

A sensação de irritação e ardor na região íntima também pode surgir como sintomas da tricomoníase, além hipersensibilidade e vermelhidão na vulva, desconforto ou dor ao fazer xixi, dor pélvica e dor nas relações sexuais.

quais são as causas da tricomoníase?

O agente causador da tricomoníase é um protozoário chamado Trichomonas vaginalis. A sua transmissão acontece durante relações sexuais desprotegidas por meio do compartilhamento de secreções com pessoas contaminadas.

Ele pode ser passado de mulher para homem e de homem para mulher, mas, como explicado mais acima, costuma apresentar mais perigo para pessoas do sexo feminino.

a tricomoníase é grave?

Afinal, a tricomoníase é grave? No público feminino, especificamente, a infecção pode prejudicar a vulva, a vagina e o colo do útero. Além disso, essa IST pode acometer a uretra e as glândulas de Skene e Bartholin, que têm abertura na parte interna da vulva (vestíbulo) e produz muco, responsável pela proteção e lubrificação durante a relação sexual.

Caso a tricomoníase não seja diagnosticada e tratada, ela ainda pode levar ao aparecimento da doença inflamatória pélvica, que, por sua vez, tem possibilidade de desenvolver um quadro de infertilidade ou de aderência pélvica e dor pélvica crônica.

Se a mulher já estiver grávida, é importante ter em mente que há riscos de complicações na gestação, como, por exemplo, a chamada “perda das águas” e parto prematuro em razão da ruptura precoce das membranas que contém o líquido amniótico.

Ainda sobre o nível de gravidade da tricomoníase, vale citar que o agente causador pode “ajudar” outras infecções sexualmente transmissíveis. Ou seja, outros protozoários, fungos, bactérias e vírus podem se beneficiar da ação do Trichomonas vaginalis e gerar outros estragos para a saúde das pessoas acometidas.

como é feito o diagnóstico e qual é o tratamento para a tricomoníase?

O primeiro passo para o diagnóstico dessa IST é feito com base na análise dos sintomas. Depois, o ginecologista solicita uma análise da secreção vaginal por meio de microscópios para a identificação da presença ou não do protozoário.

“Porém, muitas vezes o ginecologista pode já medicá-la apenas baseado nos sintomas e no exame físico, o que chamamos de tratamento empírico, a fim de proporcionar alívio mais rápido dos sintomas”, comenta a ginecologista Tamara Bernardo.

Já os tratamentos para a tricomoníase envolvem o uso de antibióticos que podem ser aplicados por meio de pomadas vaginais ou tomados por via oral de uma única vez ou em várias doses durante alguns dias. Durante esse período, não é permitido tomar bebidas alcoólicas e ter relações sexuais.

Além disso, como o protozoário pode resistir no organismo, pode ser preciso fazer um novo exame para concluir se o tratamento foi eficaz ou se é preciso continuar o acompanhamento médico. Quando há melhora completa do quadro após o tratamento pode não ser necessária a realização de novo exame.

Outro ponto para quem tem parceiro fixo: se você foi diagnosticada com a doença, é fundamental abrir o jogo com o seu namorado ou namorada para que ambos façam o tratamento simultaneamente e evitem a reinfecção. Transparência é sempre importante e, nesse caso, ela é fundamental para a saúde.

use camisinha e faça consultas regulares ao seu ginecologista

O uso de camisinhas, sejam elas masculinas ou femininas, é a maneira mais eficaz de prevenção contra a tricomoníase. Ah, além disso, elas também evitam outras infecções sexualmente transmissíveis. Então, é sempre válido ter uma na bolsa ;)

Por fim, faça consultas regulares ao seu ginecologista de confiança, mesmo quando parece que está tudo bem, combinado? Não se esqueça de que o caminho do autoconhecimento, do qual nós falamos tanto aqui, na pantys, passa pelo autocuidado. Sendo assim, vamos dedicar ao nosso organismo toda a atenção que ele precisa? Cuide-se e ouça seu corpo, amiga <3

conteúdo revisado pela ginecologista:

Dra. Tamara Pinto O. Bernardo, CRM-SP: 150-377

instagram: @dra.tamara.bernardo

o nosso portal menstrual é totalmente focado em fins educacionais e não se destina à tomada de decisões médicas. qualquer dúvida específica sobre sua saúde, entre em contato com seu ginecologista ou médico para maiores esclarecimentos, ok?


cool. absorbing. obvious.