nanette: hannah gadsby - um “stand up” para levantarmos juntas!

nanette: hannah gadsby - um “stand up” para levantarmos juntas!

Adoramos compartilhar tudo que nos faz florescer e por isso a dica do mês de Agosto é Nanette: Hannah Gabsby. Esse, com certeza, foi um dos shows da Netflix mais comentados em Julho, mas nós precisamos de um tempinho a mais para processar as informações e sentimentos ao assistir pra só então vir aqui falar sobre isso com vocês.

Esse texto tem spoiler? Tem sim, mas não preocupa que isso não muda em nada essa experiência intensa e incrível. E, mesmo que você já tenha assistido, vem com a gente, porque mais do que uma dica, queremos refletir sobre tudo que aprendemos com essa mulher poderosa (e empoderadora).

Hannah é australiana, lésbica e cresceu na Tasmânia, uma pequena cidade do país onde a homossexualidade era crime até 1997. Nesse show, que começa com comédia e transforma-se em um monólogo arrasador, ela dá voz a reflexões de gênero, de sexualidade, discute a romantização de distúrbios mentais e até questiona História da Arte, tudo isso de uma maneira incrivelmente inteligente e irreversível. Irreversível pois a consciência é irreversível. Abaixo reunimos algumas falas que mostram que porque esse Stand Up não é um show de comédia e sim um chamado pra gente se levantar mesmo, de cabeça erguida, compartilhando e mudando o caminho da nossa história:

 

"Diversidade é força, diferenças são professores. Se tememos o diferente não aprendemos nada."

O tempo todo ela traz as diferenças como fatores de evolução em sua vida e na própria sociedade, nos fazendo pensar em como é importante ter várias perspectivas, como isso nos impulsiona como seres humanos, como isso não deveria ser problematizado e sim naturalizado pois é aí que mora toda a nossa humanidade.

 

“Não me identifico como transgênero. Acho que nem lésbica é a identidade certa. Eu me identifico como...cansada”

Hannah conta como sempre é cobrada por falar pouco sobre homossexualidade e traz à tona a importância do simples fato dela estar ali, como mulher lésbica, tendo visibilidade, já é uma super conquista, pois isso até hoje ainda não é comum. Ela mostra como é exaustivo ter que ficar se definindo e se afirmando o tempo todo para se encaixar em algum padrão, mesmo que um padrão fora-do-padrão e diz ter orgulho de falar sobre todos os lados de sua personalidade e história.

 

"Estou no auge agora. Porque todos vocês sabem que não há nada mais forte do que uma mulher destruída que se reconstruiu".

Hannah traz profundidade e toca no fundo da alma, nos lembrando que somos fortes, sim, e aprendemos muito com tudo que vivemos. Mas, mais do que refletir sobre o passado, devemos seguir fortes em frente, porque tudo que aprendemos é o que vai nos levar mais longe.

 

“Construí uma carreira com base no humor autodepreciativo. Mas vocês entendem o que é a autodepreciação quando vem de alguém que já existe à margem? Não é humildade, é humilhação.”

A principal reflexão de Hannah é sobre o próprio formato que ela trabalha por tanto tempo: a comédia. Ela nos faz enxergar que quando a autodepreciação vem de alguém rindo de sua situação de “minoria”, “não é humildade, é humilhação”. Nos levando a uma reflexão séria que é a de termos o direito de falarmos honestamente sobre nossas histórias e nossos problemas, sem tentar amenizar. “Piadas tem começo e meio. Histórias tem começo, meio e fim.” Ela fala sobre a importância da narrativa real e franca na nossa sociedade, sobre falarmos abertamente sobre nós, porque nossa história importa e precisa ser contada

 

"Rir não é o melhor remédio, o que cura são as histórias"

Rir é importante e traz leveza, mas estamos em um momento importante em que só o fato de contarmos nossas histórias já empodera várias mulheres - como, por exemplo, as adolescentes: imagina se quando éramos bem novinhas tivéssemos escutado a história de mulheres mais velhas que nos fizesse sentir menos sozinhas? Ou uma adolescente lésbica assistindo à superação e sucesso de Hannah? Só isso já tem muito significado. Então vamos compartilhar nossas histórias, nossas fraquezas, nossos fracassos, pois muitas ao nosso redor podem se identificar e se fortalecer.

Diálogos honestos e francos são coisas que sempre defendemos e Hannah Gadsby é um exemplo forte e vivo disso. Vamos assistir essa maravilhosidade? Se já assistiu, indica para uma amiga marcando ela aqui nos comentários

 



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