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sua sacola está pelada

campanha #ElaDecide

campanha #ElaDecide | pantys

Para nós, todos os meses são da Mulher, mas esse dia 8 de março é um dos momentos mais especiais da nossa história, estamos honradas em dividir com vocês que vamos quebrar mais um tabu: o da sexualidade feminina. Devido a nossa forte caminhada pelo fortalecimento do feminino enquanto marca, nos juntamos à campanha #ElaDecide, uma iniciativa da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil e apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), que tem como objetivo promover o empoderamento e os direitos das mulheres para que alcancem seu pleno potencial e possam fazer valer suas decisões sobre sua sexualidade.

Esse tema merece toda a nossa atenção, não apenas pelo empoderamento por si só, mas por todas as consequências positivas pra gente. Você sabia que 52% das jovens brasileiras declararam que nunca ou quase nunca usam camisinha? E já estamos enfrentando suas consequências, com o aumento de infecções sexualmente transmissíveis e de gravidez não intencional. Mas sabe quem pode mudar isso? Eu e você. Essa não é uma questão individual, é coletiva, é pública e urgente. Nós, mulheres, já conquistamos muito, mas não vamos parar, então propomos um desafio: vamos entrar nesse novo ciclo juntas?

Prometemos que vamos fazer isso de forma didática, leve e forte, como a gente sempre tenta fazer com todos os temas. Vamos tirar esse assunto das gavetas obscuras da obscenidade, promiscuidade e do segredo: vamos nos abrir e deixar florescer esse novo ciclo, onde a gente decide o que a gente quer e leva uma vida mais prazerosa.

A energia sexual merece atenção, foi dela que todos viemos, tem como ser mais natural e importante que isso? Definitivamente não. Chegou nossa hora e nós não vamos deixar para a próxima geração, vamos abrir caminhos, decidindo nosso próprio destino. Vem com a gente!

  1. intimidade que traz autoconhecimento

Criamos 4 passos para estimular essa caminhada pela autonomia sexual da mulher e eles vão guiar toda a nossa campanha. Vamos entrar nesse ciclo alucinantemente incrível e revolucionário?  

Começando com o passo 1, vamos falar da importância do despertar da intimidade com nosso próprio corpo e toooodo o seu potencial. O quanto você conhece o seu corpo? O que gosta e o que não gosta? Quanto você sabe sobre o seu próprio prazer? E sobre a sensação de tocar o seu corpo, a sua pele, as suas curvas? Como é essa sensação? Calma, respira e não preocupa se não souber responder, não é culpa sua e por isso estamos aqui. Essas perguntas vão nos guiar de para onde queremos chegar, pois conhecendo melhor esse corpo, a gente conhece melhor a nós mesmas, compreendendo o que a gente quer e não quer, se protegendo e adquirindo uma voz ativa. #ElaDecide

Imagina você passar uma vida toda sem olhar e nem tocar uma parte do seu corpo. Se você fingir que ela não existe, sentir vergonha dela, só esconder e achar que é algo ruim e estranho. E ninguém pode falar nem ouvir sobre ela, porque te disseram que ela tem algo errado e você nem sabe bem o que é mas se incomoda pois a sua vida depende dela. Surreal, né? Mas é assim que a maioria das mulheres convivem com a sua vulva. E o resultado disso é que a gente não entende como usar essa parte para o nosso bem: como gostar e cuidar de algo que você mal conhece? Mas, ainda bem, que o novo sempre vem e agora estamos começando a entender que precisamos acabar com essa negligência com essa parte tão importante de nós. Quebrar essa barreira da aceitação e naturalização é uma etapa que nos permite ter mais intimidade com nosso corpo.

Intimidade envolve, afeto, proximidade, confiança, criando um vínculo nós mesmas, que pode nos libertar de várias repressões, liberando essa nossa energia para fluir em todo o nosso corpo de forma mais livre, sem um lugar que ela fica atravancada.

Para começar, sabia que, o que a maioria das pessoas chamam de vagina, é na verdade a vulva? A vulva compreende a região externa do órgão genital feminino: clitóris, lábios externos e internos, e a vagina é interna: o canal que liga essa parte ao colo do útero. Nas aulas de anatomia, geralmente só ouvimos falar da vagina, ignorando assim a parte relacionada ao prazer feminino e, de certa forma, definindo o órgão genital feminino como uma “ausência de algo”, como se a vagina fosse uma cavidade a ser preenchida. A gente não queria falar muito do passado, mas a gente acha que esse pensamento explica taaaantas angústias e desconstruí-lo nos liberta. Sigamos!

Cada vulva tem seu formato e seu tamanho, sua aparência e suas cores distintas e, do mesmo jeito que estamos nesse processo de aceitar que os traços do rosto e as formas do corpo não devem caber em nenhum padrão, assim também devemos pensar sobre a nossa vulva. Uma questão muito importante também é que cada uma tem seus cheiros característicos e não devemos tentar disfarçá-los usando algum dos produtos perfumados que lotam as prateleiras das farmácias. Sim, nos fizeram acreditar que não é agradável, mas não acredita nisso não, libera a mulher selvagem que há em você e que aceita seus fluidos e secreções naturais.Pensar assim é uma liberdade sem fim, tanto com a gente quando com outras pessoas, afinal, vergonha e sexo não combinam, né?

Bom, vamos às práticas, a primeira é simples, o espelho-amigo. No dia a dia a gente não vive sem ele, mas que tal usarmos para nos enxergamos não apenas por fora, como também por dentro, um exercício para conhecer melhor a nossa vulva e a nossa vagina. Se tocar e se sentir é uma maneira de começar a ler melhor os vários sinais que o nosso corpo nos dá. Através do espelho conseguimos enxergar muitas coisas: olhar, tocar, entender o que existe por dentro, conhecer texturas, descobrir como tudo isso funciona, é essencial. Ao nos tocarmos, conseguimos entender, por exemplo, o tamanho do nosso canal vaginal - e não, não é infinito, os nossos dedos alcançam o fim, ou sentir colo do útero, que varia a altura durante o ciclo, mais alto quando não se está no período fértil. O simples fato de parar e dedicar um tempo para conhecer o próprio corpo, para sentir cada pedacinho, é revolucionário. Muitas mulheres passam a vida toda sem fazer isso.

É hoje de rejeitar rótulos que criaram para a sexualidade feminina, nós somos seres humanos e merecemos desenvolver minha sexualidade do jeito que a gente quiser. Se a sexualidade sempre existiu, se ela é uma funcionalidade do corpo que traz coisas boas, por que isso deve ser ruim e proibido só para nós mulheres? Logo nós, que temos um órgão só para isso (clitóris)? Nos poupem, não vamos mais aceitar isso e fora que, culpa e prazer não combinam nadinha.

Para os meninos, desde a infância, a nudez e a masturbação são consideradas naturais, já para as meninas, comportamentos passíveis de repressão. “Fecha a perna, esconde isso.” Quando crescemos continua… Eles os garanhões, nós as promíscuas. Mas se nós, mulheres do futuro, experimentarmos deixar de lado toda a culpa, moral, julgamentos e coisas que reproduzimos sem perceber, fica mais fácil de percebermos que a masturbação é apenas uma vivência do corpo. E, claro, ninguém é obrigada a praticar ou a gostar, o que vale aqui é a reflexão: por que não praticamos? O que pensamos quando ouvimos ou pensamos nessa proposta? Por que pensamos isso? Será que é uma decisão nossa ou algo que aprendemos a reprimir? Muitas respondem que têm vergonha, que acham nojento, mesmo as que são sexualmente ativas. Então por que o outro pode acessar isso e nós não?

A masturbação é um ato de autoamor, um momento onde você não há pressão nenhuma, é só sua energia, ninguém está ligando para a sua “performance”, você não tem que chegar lá, o caminho já é incrível por si só.

Bom, “me toquei e não senti prazer, e agora?” Bola pra frente, sem problemas, isso é mais comum do que você imagina, afinal, só a prática torna tudo melhor, assim como nas relações com outras pessoas. Assim como o outro tem que nos conhecer, nós também temos que conhecer a nós mesmas. Basta paciência, que aos poucos rola. Masturbação ainda é um tabu e não saber lidar com a prática é totalmente aceitável, o importante é não desistir dessa vivência. Vai sem pressa, sem pretensões, se estimula com imagens e pensamentos: use a criatividade. Spoiler: vamos dar mais dicas no nosso Instagram.

E, claro, não poderíamos deixar de falar sobre aquele que existe exclusivamente para nos dar prazer, o clitóris. Primeiramente: obrigada, universo por esse presente. Apesar de só conseguirmos enxergar a parte externa, ele se estende pro nosso interior, tendo em média 11cm. É um pequeno órgão situado na porção mais anterior da vulva e é composto de uma glande, um corpo e dois pedúnculos, que tem a capacidade de ficar ereto quando estimulado, aumentando até 2cm. Ele possui 8 mil terminações nervosas (o dobro do pênis), por isso é uma das maiores fontes de prazer sexual para mulher: delicado e poderoso!

Vamos permitir que nossa energia sexual circule e nos ensine mais sobre nós mesmas? Intimidade gera afeto com a pessoa mais importante do mundo, você mesma.

Semana que vem o papo é sobre informação e proteção, fiquem ligadas aqui no Blog e no nosso Instagram, visitem o site do nosso parceiro incrível,o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e participe desse movimento pela saúde sexual das mulheres.



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