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sua sacola está pelada

vivendo e convivendo com a endometriose

Hoje, a endometriose atinge uma em cada dez brasileiras. A doença, por ser crônica, não tem cura definitiva. No entanto, existem tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida das mulheres que sofrem, dia após dia, com altos níveis de dor.

A doença afeta a rotina das mulheres e tem consequências que vão muito além das dores físicas. Viver com endometriose pode gerar sentimentos como incapacidade, medo, angústia e uma incerteza constante sobre o que está acontecendo no próprio corpo. Uma falta de controle, sabe?

As histórias das mulheres que possuem a endometriose passam por momentos muito difíceis. E, bom, ela atinge muitas e muitas pessoas. Por isso, nós, da Pantys, pensamos na importância de conversar sobre o assunto e levantar possibilidades de como melhorar a qualidade de vida.

Vamos conhecer um pouco mais sobre esse universo que é uma realidade do mundo feminino?

A endometriose e a dificuldade do diagnóstico

Um dos sintomas de endometriose, e provavelmente o mais marcante, é a dor. Ela aparece em forma de cólicas extremamente fortes, na hora de defecar ou urinar, e até mesmo durante uma relação sexual. O sangramento também pode aparecer na urina ou nas fezes.

Durante muito tempo, ao se encaminharem para um consultório, as mulheres foram incompreendidas. A dor muitas vezes era vista como um exagero. O diagnóstico era errado e relacionado a outras doenças, na maioria dos casos porque os sintomas da endometriose eram interpretados como parte do ciclo menstrual.

Até hoje, gera muitas dúvidas na comunidade médica. As causas da endometriose, por exemplo, não tem uma explicação definitiva, e o diagnóstico ainda leva cerca de oito a dez anos para ser dado. Enquanto isso, mulheres vivem com um alto nível de dor todos os dias e com uma intensidade ainda mais forte durante a menstruação.

O que é a endometriose

A endometriose acontece quando há tecido endometrial fora da cavidade uterina. Ou seja, esse tecido aparece próximo a outros órgãos, podendo irritar os tecidos ao redor deles, causando, em alguns casos, sangramentos.

Nosso sistema imunológico, que não é bobo, responde a isso enviando proteínas inflamatórias para o local da doença. Assim, vem o inchaço, a inflamação e, muitas vezes, a dor. Como resultado, percebemos que algo não está certo com o nosso organismo.

A região mais comum em que a endometriose se manifesta é no peritônio, uma membrana que cobre o interior e as estruturas pélvicas. No entanto, é possível que a endometriose profunda apareça na bexiga, ureteres, ovários e até no pulmão.

Existe mais de um tipo

Muitas vezes, sabemos quais os sintomas da endometriose, mas você sabia que existem três formas de classificação para a doença? Pois é, ela não se manifesta apenas de uma maneira e pode ser considerada superficial, ovariana ou profunda.

O que diferencia esses três tipos é a região que o tecido invade e a sua espessura. Outro fator é que a intensidade e frequência das dores e outros sintomas podem diferir entre si. Portanto, para saber qual é o seu tipo, é importante consultar um profissional qualificado.

A melhor forma de lidar com a doença

Essa é uma doença séria e apenas um médico é capaz de fazer um diagnóstico preciso. Ele poderá analisar quais órgãos estão sendo afetados e qual dos tipos você apresenta, indicando o melhor tratamento da endometriose para você.

Ainda há muitos mistérios relacionados a essa doença. Não se sabe exatamente porque esse tecido se forma e vai parar em outros órgãos, e ainda há poucos médicos especializados. Por isso, a melhor indicação que podemos dar é procurar um especialista no assunto.

Ao buscar por médicos e centros especializados, você receberá um tratamento mais assertivo. Em geral, ele consiste em uma abordagem clínica ou cirúrgica, dependendo do estágio da doença. São indicados desde medicamentos hormonais até videolaparoscopias.

A dor é um sinal do corpo de que algo não vai bem

Desde novinhas, aprendemos que ter cólicas e sentir dor é normal, como se isso fizesse parte da nossa natureza. Mas vamos ser sinceras: a dor está aí para nos alertar de que algo está acontecendo em nosso organismo.

Então, apesar de sermos ensinadas a superar a dor, fingir que ela não está lá ou sempre acharmos que ela não é forte o suficiente para irmos ao médico, é importante repensar essas atitudes. Conversar sobre o que sentimos, principalmente com outras mulheres, pode ser muito benéfico.

Não tenha vergonha de falar sobre a sua dor. Ela não é exagero seu, é apenas o que você está sentindo, e vale a pena investigar. Não nascemos para sofrer, certo? Não pense que a sua dor ainda não atingiu um nível forte o suficiente para procurar ajuda.

É importante que a conversa sobre a doença e os seus sintomas sejam normalizadas. Quase 10% das mulheres em idade reprodutiva sofrem com isso, e levar informação é sempre algo positivo e que pode mudar vidas. Vamos dar as mãos, ser mais amigas e conversar sobre as nossas dores. <3

Como melhorar a qualidade de vida diária

A endometriose é dolorosa e o tratamento adequado deve ser indicado por um médico. No entanto, é possível amenizar os sintomas com algumas atitudes diárias. Isso vai te ajudar a ter uma qualidade de vida melhor nos seus dias.

Tenha uma rede de apoio

Como dissemos, ela pode desencadear uma série de sentimentos negativos e de incapacidade. Por isso, é indicado contar com apoio psicológico para ajudar a lidar com essa situação. A doença, por si só, já é algo complicado. Aumentar o seu nível de ansiedade e estresse não vai ajudar esse quadro.

Então, trabalhar a sua mente para lidar melhor com essa situação, organizar-se, ter uma visão realista, tudo isso ajuda a ter um controle melhor do que está acontecendo. Consequentemente, isso diminui o quadro de ansiedade. Conte com uma rede de apoio de amigos e familiares e, também, de um profissional, como um psicólogo.

Cuide da sua alimentação

Ter uma alimentação equilibrada também é importante. O seu corpo já está apresentando um quadro inflamatório, ingerir alimentos processados, ricos em açúcar e sódio, com certeza não irá ajudar, certo? Então, dê preferência para alimentos frescos, com pouco glúten e que te ajudem a reduzir o inchaço.

Uma nutricionista pode te ajudar a não perder a qualidade nas alimentações e consumir ingredientes gostosos e, ao mesmo tempo, que fazem bem para o seu corpo. Esse não é um momento de sofrimento ou privações forçadas. É importante continuar tendo as refeições como fonte de prazer, mas esteja atenta ao que ingere.

Esportes são amigos, não inimigos

Os esportes podem ser grandes aliados para melhorar o quadro de dores. Claro, é importante encontrar aquele que funciona melhor para você, mas damos uma dica: yoga, pilates, natação e até mesmo a caminhada são ótimas opções!

Durante a atividade física, nosso corpo produz substâncias anti inflamatórias e hormônios, ajudando a regular a produção de estrogênio.

Respeite os seus limites

Quando falamos sobre a relação com o nosso corpo, é sempre importante entender e respeitar os próprios limites. Em dias de dor intensa, não se force a aguentar uma rotina que não te fará bem. Nesses casos, a melhor coisa a fazer é repousar, colocar uma bolsa de água quente na região dolorida e tomar um banho relaxante.

Nós sempre queremos dar conta de tudo, mesmo quando estamos vivenciando níveis de dor absurdos. Vamos juntas cuidar mais de nós mesmas?!


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